
Segundo o defensor público da Infância e Juventude, Carlos Eduardo Amaral, que atua em Vila Velha, um dos casos investigados é o de uma jovem, de 19 anos, que não teve o nome revelado, que deixou a filha, com um mês de vida, em uma boca de fumo, no bairro Boa Vista, em maio deste ano.
De acordo com o defensor, a mulher teria dado a filha a uma integrante do tráfico de drogas da região. “Ela tinha intenção de pagar dívidas antigas e continuar usando a substância”.
Carlos Eduardo Amaral disse que a criança, que ainda não tinha sido registrada em cartório, agora está com a bisavó, que tem 60 anos. “É comum encontrar bebês nessa situação. Tive um caso deste ontem, terei hoje e provavelmente amanhã também”, lamentou.
Para ele, a situação é corriqueira e as denúncias costumam chegar através de familiares, que não concordam com a atitude do responsável pela criança.
“Na família sempre tem alguém de bem que chega até nós e informa o que está acontecendo. Nós imediatamente fazemos busca e apreensão da criança”, afirmou.
Amaral disse que as crianças resgatadas são entregues aos familiares mais próximos e, quando isso não é possível, elas são levadas para uma casa de adoção ou um abrigo.
O defensor relata que, na grande maioria das vezes, as crianças encontradas estão com alguma doença. “HIV (aids), gonorreia e sífilis, são as mais comuns”, destacou o defensor público.
O defensor disse ainda que, no município de Vila Velha, esses casos são mais comuns em determinadas regiões. “Geralmente em bairros marcados pela violência, como Santa Rita, Primeiro de Maio e Grande Terra Vermelha”.