A disputa está no final – A campanha eleitoral ganhou as ruas em agosto. Eu entendo a educação como um conjunto de ações pelas quais as pessoas entram em contato com uma determinada cultura e são lançadas a um determinado projeto de sociedade. Ou seja, a educação vai muito além dos limites das quatro paredes da escola.
Então, um candidato politicamente educado e consciente constitui-se em um requisito essencial para levar seu projeto adiante e fazer a mudança social acontecer. E ele não pode esquecer, que tudo isso tem que estar alinhado com os interesses da sociedade, certo?
Mas do que estou falando? – Quis envolver a educação no texto para ilustrar o que venho presenciando nesse período e em outros também, mas principalmente nesta última semana.
Frequento muitos lugares por aí afora e não é surpresa alguma querer estacionar e encontrar um motorista, sem precisar usar as vagas reservadas, usufruindo de seu momento “cara de pau”.
Mas, a mim tem causado surpresa sim! É que, além disso, os carros trazem os superadesivos de campanha dos seus candidatos. Logo, tem a ver falar que a falta de educação atrapalha o desenvolvimento do Brasil e causa muitos prejuízos também. Concordam?
Dos adesivos – Os adesivos em carros são práticas comuns nesta época de eleição. Bom, se o eleitor, que cola o adesivo em prol desses ou daqueles candidatos, tem que respeitar as regras da Procuradoria Regional Eleitoral – pois pode ter implicação danosa para o seu bolso -, por qual motivo então ele desrespeita as leis de direitos humanos e ainda leva junto o seu candidato para o buraco?
Eu penso que devia ter nos adesivos de carro um lembrete tipo “não pare em vaga de pessoas com deficiência, nem de idoso; não fure o sinal, etc” assim como tem nos panfletos “não jogue este panfleto no chão”.
E não se enganem – Ninguém vai para a cadeia por isso, ninguém vai preso, não vai acontecer absolutamente nada, pois é o Brasil, o País onde a massa de políticos e de tais motoristas podem fazer o que quiser e ficar impunes.
Todavia, nós, atores sociais, não podemos aceitar tais aberrações. Precisamos pressionar para que os candidatos desçam dos palanques eleitorais e cumpram o que as leis estabelecem e sejam de fato candidatos dignos de respeito e credibilidade.
Eis uma boa forma de escolher o candidato – Diante disso, e claro mais um pouco, resolvi escolher bem os candidatos e registrei aqueles que estavam parados nas vagas reservadas.
A falta de vergonha que se apontava ao motorista se encontra agora no seu candidato.
O estado de degradação ética da política atingiu patamares de completa falta de pudor e de sensação de impunidade, mas temos que ser fortes e determinados o suficiente para ter a clareza do que esperamos para o nosso Estado e para o nosso Brasil.
Os especialistas dão muitas dicas para a escolha do candidato na hora do voto. E agora, com vocês, a mais inovadora dica: “o carro com adesivo de candidatos parado em vagas especiais”! YEH!
Atenção – O exercício do voto é imprescindível para a construção de um País e este exercício requer esforço de cada um de nós. Não podemos nos deixar levar pelos que escondem por trás do período de campanha os vícios discriminatórios.
Recado dado – Que tal incorporar o personagem Sherlock Holmes, sem no caminho desanimar ou desistir, para “investigar” os que desrespeitam as leis? Afinal, quem tem juízo não se torna desprezível. Boas eleições!