O médico Denis Furtado, conhecido como Dr. Bumbum, e a mãe Maria de Fátima Furtado foram indiciados pela morte do namorado dela em 1997.
José Roberto Camillo Monteiro foi encontrado baleado na cabeça, na cama do quarto que dividia com Maria de Fátima, no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, no dia 12 de março de 1997.
A polícia encontrou contradições nos depoimentos de Denis e da mãe e indiciou os dois por homicídio. O processo foi arquivado e prescreveu.
Maria de Fátima contou a polícia que estava deitada de bruços quando escutou o barulho de um tiro. Quando tentou virar, ela disse que alguém tentou sufocá-la com um travesseiro. A investigação apontou que o travesseiro da vítima não aparentava ter sido utilizado.
Ela e o filho disseram que o namorado foi buscá-la onde ela trabalhava, porém, o motorista da família disse que Maria de Fátima passou o dia todo em casa. Ela também afirmou que tentou levantar o corpo de José Roberto, mas a perícia apontou que o corpo em nenhum momento foi removido.
Denis disse que, ao chegar em casa, viu que o portão estava aberto e os cachorros da família não estavam. Também afirmou que passou o dia anterior à morte com a mesma roupa, usada para trabalhar. O motorista contestou essa versão: contou que o portão estava fechado, os cães estavam soltos e viu o médico usar um pijama em casa.
“Tendo em vista as contradições encontradas nos depoimentos entre Maria de Fatima, Denis e as outras testemunhas, tudo nos leva a crer que, Maria de Fatima, contando com a participação de seu filho, Denis, praticaram o homicídio de José Roberto Camilo Monteiro, aproveitando o fato de a vítima estar envolvida em práticas ilícitas do tipo penal estelionato, com finalidade de obter uma vantagem financeira em decorrência dos golpes praticados pela vítima”, afirma o perito no laudo.
O inquérito foi obtido com exclusividade pelo portal de notícias G1.
Veja mais:
“Doutor Bumbum” diz em vídeos que morte de bancária foi uma fatalidade
