
Um Mundial depois, os promissores novos treinadores e seus termos “modernos” — haja “amplitude”, “linhas”, “intensidade” e “extremos”! — ainda patinam. Até conquistaram títulos. Mas ainda buscam o carimbo de técnicos de ponta e trafegam entre os elogios e as dúvidas.
Toda essa conversa é para falar “calma, lá!”. Nem uma coisa, nem outra. Os treinadores mais antigos precisavam, sim, de uma atualização. É inacreditável como vários deles, publicamente, se negavam a enxergar que o futebol muda a cada ciclo. Sempre mudou. Mas os novos treinadores também não são, de cara, a salvação de todos os males do futebol jogado aqui no Brasil.

E o Palmeiras, ao que parece cansado de apostar na “geração dos promissores”, busca para o seu lugar nomes “das antigas”. Os especulados são Vanderlei Luxemburgo, 66 anos, Felipão (aquele do 7 a 1!!!), 69 anos, e Dorival Júnior, 56.
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Resistência
Jair Ventura, 39 anos, saiu do Botafogo para assumir um lugar no grupo dos melhores técnicos do Brasil. E parecia mesmo que estava nesse nível. O que ele fez com o Botafogo, levando o time limitadíssimo à Libertadores de 2017, foi de encher os olhos. No Santos, caiu. Pode-se dizer que já chegou caindo, pois em nenhum momento houve certeza de que o clube o queria lá.
Para o seu lugar, pensou-se em Zé Ricardo, 47 anos, outro representante da “geração dos promissores”. Mas o nome do ex-técnico de Flamengo e Vasco enfrenta resistência dentro da diretoria, que não quer mais “apostas” — o time está de namoro com a zona de rebaixamento do Brasileirão.
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É sério?

Porém, me assustou ao dizer, no fim do empate com o Santos, que o jogo na Vila Belmiro foi um grande jogo. No calor da partida, chegou a afirmar que “houve grande nível técnico”. É sério? Ele viu o mesmo jogo?
A partida, principalmente o segundo tempo, foi horrorosa. Muitos erros de passe dos dois lados. E só alguns lampejos, como o lance do Rodrygo na jogada do gol do Peixe. Menos, Barbieri, menos…
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Carimbo tricolor
São apenas três jogos. Mas os tricolores estão empolgados com o Flu do Marcelo Oliveira. Durante e após os jogos. O time parece melhor acertado em campo, sem o esquema de três zagueiros que o Abel utilizava. Reforços chegaram e o Flu pode encorpar. E após as partidas, Marcelo fala o que aconteceu, diferentemente das bravatas do Abel que já estavam cansando a torcida.
A reta final do turno pode dar o carimbo que falta ao trabalho do Marcelo Oliveira, que ainda está muito no início.
Abel Braga tem uma importância enorme na história recente do Flu. Penso que poderia e deveria ficar lá, mas em outra função. Talvez, no cargo que foi do Autuori, por exemplo, fazendo o meio de campo entre departamento de futebol e diretoria.