Nesta quinta-feira (19) se completa dois anos do desabamento do Grand Parc Residencial, na Enseada do Suá, em Vitória. Como todo o edifício permanece interditado, os moradores ainda aguardam pelo retorno aos apartamentos em locais pagos pela construtora.
A previsão é de que os moradores só devem começar a voltar a seus apartamentos em julho de 2019, quando o desabamento completa três anos. As obras tiveram início em junho de 2017.
Na madrugada do dia 19 de julho de 2016, os moradores tiveram de deixar seus apartamentos por conta do desabamento da área de lazer do condomínio.
No desabamento, o porteiro Dejair das Neves, 47, morreu soterrado quando a portaria e a área de lazer do empreendimento de luxo vieram abaixo.
Dejair trabalhava no condomínio havia um ano e estava na portaria dos carros antes do desabamento. O corpo dele só foi encontrado no fim da tarde, na garagem onde 300 carros foram atingidos.
Inquérito
O inquérito da Polícia Civil que investiga as causas e a responsabilidade pela morte já foi concluído e encaminhado à Justiça. No entanto, o Ministério Público requisitou outras diligências.
Com isso, a polícia só vai se manifestar após a conclusão das investigações.
Um laudo feito por um perito criminal da Polícia Civil apontou condições estruturais precárias e fora do padrão técnico mínimo para construções do porte.
O documento, que não foi divulgado oficialmente, indica que o colapso da laje do pavimento de uso comum foi causado por suas condições estruturais precárias.

