Por falta de provas, a Justiça decretou a soltura dos quatro policias militares que foram presos em flagrante acusados do homicídio do jovem Renan Xavier da Silva, de 24 anos, suspeito de ter trocado tiros com a PM, no último dia 27, no bairro Morro Novo, em Cariacica.
No mesmo tiroteio, o aposentado Nelson Antônio Ghisolfi, de 66 anos, morreu atingido no peito por uma bala perdida. Na ocasião, moradores queimaram pneus em protesto pelas mortes.
Os soldados Jessé de Oliveira Soares, Gildo José Zambi Júnior, Fábio Braga Araújo e Felipe Klabunde Capetini dos Santos foram preso na quinta-feira (28), após eles e testemunhas do caso serem ouvidas na Corregedoria. Para a PM, os soldados teriam cometido erros operacionais, que não foram divulgados, nem as circunstâncias.
A decisão do Judiciário pela soltura dos PMs foi uma resposta a um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa dos policiais, e foi proferida por volta das 16 horas desse domingo (1º), durante o Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado, pelo juiz Carlos Eduardo Ribeiro Lemos.
No despacho, o magistrado escreveu: “No presente caso, os argumentos traçados pela autoridade policial para decretar os flagrantes dos pacientes (policiais) foram parcos, fundados unicamente no depoimento de uma testemunha, que em tese conflita com os dos pacientes e, ainda, sem o necessário corpo de delito”.
E completou: “…Outra saída não há, senão o relaxamento da prisão em flagrante”, determinou.
Por volta das 20 horas desse domingo, os PMs deixaram o Quartel do Comando Geral (QCG) onde estavam presos, segundo a defesa deles.
