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Polícia

Defesa contesta laudos de inquérito sobre pastores

A defesa dos pastores Georgeval Alves e Juliana Sales questionou, em entrevista ao Jornal A Tribuna desta segunda-feira(9) , as provas e perícias ...

George Alves e Juliana Salles

Última atualização

A defesa dos pastores Georgeval Alves e Juliana Sales questionou, em entrevista ao Jornal A Tribuna desta segunda-feira(9) , as provas e perícias feitas pela Polícia Civil, que compõem o inquérito que colocou o casal na prisão, e afirmou que vai contestar os dados.

George Alves e Juliana Salles (Foto: Foto: Kadidja Fernandes/AT)

Entre as provas está a substância PSA (Antígeno Prostático Específico), que é encontrada no sêmem. De acordo com a polícia, os irmãos Kauã Butkovsky, de 6 anos, e Joaquim Alves Sales, de 3, tinham essa substância em suas partes íntimas, e ela seria do pastor George Alves, acusado de estuprar as crianças.

“As perícias realizadas no caso serão contestadas. No entendimento da defesa, e com respaldo de laudo técnico, seria impossível localizar-se PSA nas crianças submetidas a temperatura de mais de 660 graus”, diz trecho da nota emitida pela defesa.

O inquérito que investiga a morte dos irmãos foi concluído pela Polícia Civil, em 29 de maio, e encaminhado ao Ministério Público Estadual (MP-ES), que acolheu a denúncia contra o pastor George e ainda pediu a prisão preventiva de Juliana por omissão, enviando o processo à Justiça, no último mês.

George é acusado de estuprar, espancar e atear fogo no enteado Kauã e no filho Joaquim, vivos. Juliana responde por omissão, homicídio, estupro e fraude processual.

Segundo a defesa, “o caso virou trampolim para a acusação criar culpa inexistente ao casal, provocando execração pública dos pais”.

Os advogados alegam que, segundo consultor técnico, para caracterizar estupro seria necessária a avaliação quantitativa de PSA, já que pode ser localizado em suor, saliva, sangue, urina. É indispensável a quantificação do PSA em mais de 6 mil unidades para constar estupro, o que não foi apresentado. Também não foi encontrado espermatozoide na amostra, segundo a defesa.

A advogada Milena Freire informou que a defesa contratou perícia particular e o resultado foi concluído por esses técnicos.

Outro ponto questionado é o incêndio. “Existe laudo pericial apontando o ponto de início do fogo como a caixa de tomada logo abaixo ao ar-condicionado, que exclui culpa ou dolo por parte de Georgeval”, diz a nota.

A defesa afirma que o sangue encontrado eram gotas, que não caracteriza espancamento, e foi comprovado no inquérito que Joaquim tinha sangramento no nariz.

Pontos questionados

PSA

No entendimento da defesa, e com respaldo de laudo técnico, seria impossível localizar PSA no corpo das crianças submetidas a temperatura de mais de 660°C.

Estupro

A defesa alega que, segundo consultor técnico, para caracterizar o estupro seria necessária a avaliação quantitativa de PSA em mostra de mais de 6 mil unidades.

Incêndio

Os advogados afirmam que há laudo pericial apontando o ponto de início do fogo como a caixa de tomada abaixo ao ar-condicionado, que exclui culpa ou dolo por parte do pastor.

Outro ponto do incêndio levantado pela defesa é que não foi localizada a substância acelerante e havia no quarto produtos derivados do petróleo, como espuma de colchão. Nesse caso, não poderia concluir ação humana no incêndio.

Espancamento

Outra alegação é que o sangue encontrado na casa eram gotas, o que não justifica um espancamento. Além disso, salientam que Joaquim já havia, por vezes, apresentado sangramento no nariz e isso foi comprovado no inquérito com fotos.

Juliana

O inquérito policial não chegou à conclusão de que havia indícios de conhecimento da pastora sobre o crime ou que ela tivesse agido ou sido omissa para a ocorrência do fato, mesmo com análise de conversas do casal.

Segredo de Justiça

Os advogados alegam que houve relativização do segredo de Justiça para apresentar as descobertas em fase de inquérito.

Outro lado

Questionada, a Polícia Civil informou apenas que o trabalho foi concluído em 29 de maio e enviado ao Ministério Público. O Tribunal de Justiça e o Ministério Público não se pronunciaram sobre as declarações da defesa

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