
O crime aconteceu em novembro deste ano. O rapaz de 22 anos foi levado para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
Policiais civis do Rio de Janeiro foram a São Carlos, em São Paulo com um mandado de prisão temporária de 30 dias contra o suspeito. As buscas começaram às 5h no endereço do jovem na cidade, mas ele foi encontrado por volta das 10h em uma clínica psiquiátrica de reabilitação próxima a Analândia (SP), a 48 quilômetros de São Carlos.
Segundo o delegado Michel Floroschk, que é do Rio de Janeiro e esteve em São Carlos para efetuar a prisão, o rapaz foi apontado por outro homem que já está preso no Rio.
“Fizemos contato com a DIG de São Carlos, que nos auxiliou na captura desse suspeito. Ele foi reconhecido por uma testemunha como sendo a pessoa que violentou e depois matou a turista”, disse.
De acordo com o delegado, o suspeito é investigado pelo crime de estupro e homicídio. “O que a gente pode perceber é que nos antebraços dele há marcas de unha, o que nos leva a crer que houve uma luta corporal com a vítima”, afirmou Floroschk.
O suspeito afirmou que estava acampado, mas negou as acusações. “Ele diz que esteve no Rio, que esteve com a moça, mas que tais fatos não foram praticados por ele. A versão dele vai ser confrontada com as provas no inquérito”, disse o delegado.
“Infelizmente a moça fez uma trilha onde ele estava acampado com outra pessoa. Essa outra pessoa já está detida no Rio e o apontou como sendo o autor do delito”, completou Floroschk.
A mãe do jovem detido em São Carlos ficou desesperada com prisão do filho. Ela, que não quis se identificar, disse que ele tem transtorno bipolar e que ficou sem contato por mais de 30 dias. A mãe contou ainda que o suspeito teria ido para Campinas, onde conheceu um hippie, antes de seguir para o Rio. Depois de um mês, ele ligou pedindo dinheiro para voltar.
Segundo o delegado da DIG Gilberto de Aquino, o rapaz confirmou que estava perturbado porque teve um desencontro amoroso com uma pessoa e, por isso, deixou a cidade e foi para Campinas na casa de um familiar.
“Por meio desse parente ele conheceu um hippie, que foi fazer artesanato em Arraial do Cabo. Lá eles acampavam. Questinado sobre o crime, ele disse que estava lá na época, mas a princípio ele negou o crime”, relatou Aquino.
“Em um primeiro momento, parece uma pessoa atormentada, que não tem muito discernimento. Agora a gente vai precisar um exame de sanidade mental dele para esclarecer a característica psicológica dele”, completou o delegado Floroschk.
O rapaz passou por exame de corpo de delito e foi levado para o Rio para ser ouvido pelo delegado Renato Mariano, responsável pela investigação.
O laudo cadavérico apontou que a turista foi morta com golpes na cabeça e no rosto. No local do crime foram encontradas pedras com manchas de sangue. Segundo a médica legista Kesley Couto de Castro, do IML de Araruama, Fabiane teve traumatismo crânio-encefálico e traumatismo de face motivado por ação contundente, ou seja, ocasionado por golpes com algum objeto.

Um das setes testemunhas, um vigia que foi um dos voluntários na busca, encontrou o corpo cerca de três quilômetros dentro da Trilha da Prainha. O cearense contou ao delegado que na sua terra, animais mortos são perseguidos por urubus.
“Ele disse ter visto sobre a mata, no ponto da trilha, muitos urubus sobrevoando. Ele notou que ali poderia estar algum animal morto. Seguiu tentando se orientar pelos urubus até que achou o corpo, no meio da vegetação. Já havia fauna cadavérica, o que indica que o corpo já estava lá há um certo tempo”, contou o delegado responsável pelo caso, Renato Mariano.
Pouco antes de ter sido assassinada, Fabiane esteve no Méditerranée Hotel, que fica na Prainha. Câmeras de segurança registraram Fabiane sendo recebida por funcionários e visitando um dos quartos na intenção de se hospedar. A gerente chegou a fazer uma oferta, porque Fabiane teria dito que ficaria sozinha. Depois, disse que o namorado ficaria também.
