O candidato passou por meses de estudo, enfrentou horas de dedicação ao concurso público, mas na hora de marcar a questão fica em dúvida entre duas alternativas.
Apesar de estudar bastante para a prova, alguns estudantes ainda podem ficar em dúvida e, nesses casos, existem técnicas para eliminar alternativas e realizar o que os especialistas chamam de “chute consciente” ou “chute técnico”.
Segundo o coach especializado na área de concursos, Paulo Vargas, o “chute técnico” só vale para candidatos que saibam o assunto que a questão aborda.
“Existem técnicas que podem ser aplicadas em questões onde há dúvida entre uma alternativa ou outra. Quando o candidato está preparado, suas dúvidas vão se restringir a ficar entre duas ou três alternativas, porque as demais serão eliminadas. Se ele marcar a questão com estratégia, pode garantir até 20% a mais de chances de acerto na questão. Isso pode garantir um diferencial na nota no fim das contas”, afirma.
Vargas explica que uma das dicas envolve palavras absolutas nas alternativas: “Questões que tenham a palavra ‘nunca’, ‘sempre’ ou ‘todo’, que normalmente, por terem palavras superlativas, tendem a estar erradas. Nesse caso, ele já elimina várias alternativas”.
O coach ainda lembra que em caso de alternativas semelhantes ou opostas as chances de que uma delas seja a correta são grandes.
É preciso reforçar, porém, que a técnica só pode ser aplicada em casos nos quais o candidato está em dúvida entre uma questão e outra.
“Chutar por chutar” pode trazer consequências contrárias à aprovação do candidato, além de ser eticamente errado e mostrar que o candidato não está pronto para passar, alerta Alacir de Araújo Silva, diretora da faculdade Saberes, que oferece cursos preparatórios.
“Em princípio, o candidato não deve ‘chutar’, porque em algumas seleções o ‘chute’ pode prejudicar mais do que ajudar. Arriscar em uma questão que ele não sabe é um recurso de desespero e mostra o quão o candidato não se preparou a contento. Preparar-se é necessário e o candidato deve encarar a situação como um sinal de que ele deve se preparar mais e melhor”.
A reportagem completa você lê no jornal A Tribuna deste domingo (9).