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“Meu nome é Kovid e não sou vírus”, diz empresário

Empresário Kovid Kapoor mora na Índia. Seu nome em hindu e sânscrito significa “erudito”, ou uma “pessoa instruída”

Última atualização

“Meu nome é Kovid e não sou um vírus”, é a primeira frase do perfil do Twitter do empresário indiano Kovid Kapoor, que causa sensação nas redes sociais. 

Com 31 anos, Kapoor é chefe de uma emergente agência de viagens, e  explicou na rede social que viajou esta semana para o exterior, pela primeira vez desde o início da pandemia, e que seu nome “divertiu muita gente”. “Minhas futuras viagens ao exterior vão ser divertidas”, diz a mensagem com mais de 40 mil curtidas e encaminhada 4 mil vezes. 

Kovid contou que, embora seu nome tenha ajudado a quebrar o gelo nas reuniões, trouxe  problemas para pedir café em estabelecimentos como o Starbucks, onde os clientes são chamados pelo nome. Seu comentário gerou uma avalanche de piadas, mensagens e até pedidos de entrevista, introduzindo um pouco de leveza ao tema, em meio a um aumento do número de casos, devido à variante ômicron na Índia. 

Nas diversas entrevistas, disse esperar que toda esta publicidade tenha repercussões em sua empresa, que se encontra em dificuldades, assim como todas as do setor. O empresário  baseado em Bengaluru admitiu que dirigir um negócio de viagens durante a pandemia foi um “pesadelo absoluto”, mas que seu senso de humor ajudou a manter seu humor leve. 

“Passamos por muito estresse para administrar nossa empresa e agora estamos diante de outra onda que está apenas começando. Quase sempre começo minhas ligações com novas pessoas com uma piada rápida sobre meu nome!”, disse o  indiano  que considera seu nome e sua história “melhor do que conversa fiada genérica”.

Kovid Kapoor, que em hindu e sânscrito significa “erudito”, ou “pessoa instruída”, é um nome  considerado  raro na Índia. Ele conta que sua mãe escolheu seu nome  antes do nascimento.  “É um nome memorável, cujo significado é lindo, e não o mudaria por nada no mundo”, afirmou.

 Segundo a Universidade Johns Hopkins, nos EUA, o mundo já perdeu ao menos 5,4 milhões de pessoas para a covid e passou de 300 milhões de infectados pelas diversas variantes.

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