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O presidente do Turcomenistão, Gurbanguly Berdymukhamedov, disse que pretende pôr fim à famosa cratera de gás natural que queima no país há décadas. Chamado “Porta do Inferno”, o local é um tradicional destino turístico com 70 metros de diâmetro e chamas que se veem de longe na paisagem desértica.
“A cratera afeta negativamente o meio ambiente e a saúde das pessoas que vivem nas proximidades”, disse Berdymukhamedov em um pronunciamento na TV.
O presidente turcomeno levantou questões ambientais e econômicas para sua decisão de pôr fim ao fogo e pediu ao governo para que se encontrem maneiras seguras de apagar o incêndio. “Estamos perdendo recursos naturais valiosos, pelos quais poderíamos obter lucros significativos e usá-los para melhorar o bem-estar do nosso povo”, defendeu o mandatário.
A área tem uma quantidade significativa de petróleo e gás natural. E o “incêndio” começou quando geólogos da ex-União Soviética perfuravam a região, em 1971, para obter gás. O chão sob a plataforma cedeu e abriu o buraco.
O poço de fogo foi o resultado de um erro de cálculo simples por cientistas soviéticos, em 1971. Os geólogos perfuraram uma caverna subterrânea para obter gás. Temendo que a cratera emitisse gases venenosos, os cientistas tomaram a decisão de colocar fogo, pensando que o gás iria queimar rapidamente. Mas as chamas não acabaram em mais de 50 anos.
Presidente desde 2006, Berdymukhamedov é famoso por seu amor pela arquitetura de ouro e mármore. O líder autocrático tem passado por uma frenesi de construção, concentrando-se principalmente na capital Ashgabat, com novos edifícios governamentais gigantes, monumentos e outras realizações arquitetônicas.
Uma das mais notórias é a gigantesca estátua dourada de um cão pastor turcomano, a raça favorita de Berdymukhamedov e um dos símbolos oficiais do país.
O presidente ama tanto esses cães que escreveu um livro sobre eles, deu um de presente ao presidente russo Vladimir Putin e estabeleceu um feriado nacional em homenagem a eles.
O turismo ainda é uma indústria relativamente pequena no Turcomenistão. O número anual de visitantes estrangeiros antes da pandemia foi estimado na casa das dezenas de milhares.