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Após um ano com sucessivos aumentos, que ocasionaram numa alta de mais de 40% em 12 meses, a gasolina vai pesar mais um pouco no bolso do consumidor. O anúncio foi feito nesta terça (11) pela Petrobras e vale a partir desta quarta (12). Na Grande Vitória, a expectativa é de que o litro do combustível ultrapasse R$ 7 na bomba.
O reajuste também vai atingir o diesel, segundo a estatal. O preço médio do combustível da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,34 para R$ 3,61 por litro, o que significa uma alta de 8,08%. Já a gasolina vai subir de R$ 3,09 para R$ 3,24 por litro, o que representa um aumento de 4,85%.
De acordo com o economista Eduardo Araújo, é possível que em alguns municípios da Grande Vitória o valor do litro ultrapasse R$ 7, como por exemplo na capital.
“Em Vitória, a média de preço hoje (terça-feira, 11) está R$ 6,73. Com o novo reajuste, a média poderá chegar a R$ 7,06, por exemplo. Mas cada posto vai praticar o seu preço. A estrutura de cada posto interfere nessa precificação, além da margem de lucro”, explicou.
Considerando a média de preço desta terça-feira (11), apresentada pelo site da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), a gasolina em Vila Velha pode chegar à média de R$ 7,04, de acordo com Eduardo. Já em Fundão, o preço pode chegar a R$ 7,20.
Enquanto isso, na Serra e em Viana, os preços podem chegar à média de R$ 6,89. Em Cariacica, o novo reajuste pode elevar o preço a R$ 6,98 e em Guarapari, o valor do litro deve ficar em torno de R$ 6,97. O economista lembrou ainda que existe um tempo para que as mudanças comecem a aparecer.
“Há um intervalo de tempo para que essas mudanças sejam processadas. Tem lugares que pode ficar abaixo também”, ressaltou.
A economista Arilda Teixeira destacou que, com o aumento dos combustíveis, outros itens de consumo também devem ficar mais caros, como alimentação e vestuário. “O custo de transportar vai aumentar, na medida em que a gasolina subiu. Então, teremos um impacto negativo no poder de compra da população”, disse.
A Petrobras informou que os reajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras.
Combustível entre vilões da inflação
Apresentando a maior alta em seis anos, a inflação fechou o ano em 10,06% no País, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os maiores vilões da formação do índice foram os combustíveis, a carne e também o café.
Desde 2015, o índice não fechava tão alto. Na ocasião, a inflação foi de 10,67%. O grupo Transportes subiu 21,03% no ano, seguido da Habitação (13,05%) e Alimentação e bebidas (7,94%). Juntos, os três grupos responderam por cerca de 79% do IPCA de 2021.
O economista Eduardo Araújo explicou alguns motivos que levaram à maior alta em seis anos.
“Tivemos fatores externos, como o aumento do custo do petróleo, elevação do dólar (subiu cerca de 9% nos últimos 12 meses), crise hídrica, que fez com que o custo de alguns alimentos se elevasse, e a pandemia, que causou problemas de falta de suprimentos nas cadeias globais. Foi uma combinação de fatores negativos”, disse.
No grupo de Alimentação, os fenômenos climáticos impactaram principalmente na produção de café e açúcar. Segundo analistas financeiros ouvidos pelo jornal O Globo, os preços dos produtos agropecuários devem continuar em alta pelo menos até o primeiro semestre deste ano.
Campos Neto culpa efeito global por índice acima da meta
Em carta enviada ao ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, não citou o risco fiscal como um dos principais fatores para que a inflação ficasse acima do teto da meta em 2021.
A carta foi apresentada nesta terça-feira (11), quando o IBGE mostrou que o IPCA fechou o ano em 10,06%, bem acima da meta de 3,75%. Isso obriga o presidente do BC a justificar o resultado do ano em uma carta ao ministro da Economia.
Campos Neto elencou três elementos para o descumprimento da meta. A forte elevação do preço de commodities, a tarifa mais cara de energia elétrica e os desequilíbrios de preços nos insumos e gargalos nas cadeias produtivas globais.
“De fato, a aceleração significativa da inflação em 2021 para níveis superiores às metas foi um fenômeno global, atingindo a maioria dos países avançados e emergentes”, diz um trecho da carta.
SAIBA MAIS
- A petrobras anunciou que o preço da gasolina e do diesel vai subir em todo o País a partir desta quarta-feira (12).
- O valor médio da gasolina vendida para as distribuidoras passará de R$ 3,09 para R$ 3,24 por litro, um reajuste de 4,85%. Já para o diesel, de R$ 3,34 para R$ 3,61 por litro, alta de 8,08%.
- Com o novo reajuste, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor em relação à gasolina passará de R$ 2,26, em média, para R$ 2,37 a cada litro vendido na bomba.
- Já no diesel, a parcela da estatal no preço ao consumidor passará de R$ 3,01, em média, para R$ 3,25 a cada litro vendido na bomba, representando uma variação de R$ 0,24.
- Os últimos aumentos ocorreram no dia 26 de outubro do ano passado. Em 15 de dezembro, os preços para a gasolina foram reduzidos em R$ 0,10 o litro e permaneceram estáveis para o diesel.
Grande Vitória
- É possível que, na Grande Vitória, o valor da gasolina ultrapasse R$ 7 em alguns postos, segundo o economista Eduardo Araújo. Na capital, por exemplo, o combustível pode bater a marca de R$ 7,06.
- Já em Vila Velha, o preço da gasolina pode ficar na média de R$ 7,04, enquanto em Fundão pode chegar a R$ 7,20. Na Serra e em Viana, o preço da gasolina deve ficar na média de R$ 6,89, enquanto em Cariacica, o valor pode chegar a uma média de R$ 6,98. Em Guarapari, a média do litro deve girar em torno de R$ 6,97.
Inflação
- A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), atingiu a marca de 10,06%, de acordo com o IBGE.
- O resultado de 2021 foi influenciado principalmente pelo grupo Transportes, que apresentou a maior variação (21,03%), seguido de Habitação (13,05%) e Alimentação e bebidas (7,94%).
Fonte: IBGE, Portal UOL e site G1