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Em meio ao excelente momento vivido nos gramados, com sequência de vitórias e vivo em três competições paralelas, o Flamengo pode ter uma notícia ruim nessa reta final de temporada. Substituído no intervalo da partida contra o São Paulo, no Morumbi, pela Copa do Brasil, o zagueiro David Luiz tem suspeita de hepatite viral e aguarda o resultado dos exames para ter o diagnóstico definitivo.
De modo geral, as hepatites são inflamações do fígado, um dos principais órgãos do corpo. O diagnóstico preliminar foi revelado pelo site Ge. Ontem, o zagueiro teve folga, assim como o restante do elenco que disputou a partida em São Paulo.
O zagueiro deve ficar fora do jogo de domingo, contra o Botafogo, pelo Brasileiro, mas não será afastado por prazo indeterminado e terá tempo de se recuperar para as partidas decisivas.
Oficialmente, o Rubro-Negro ainda não fez nenhum comunicado, algo que deve ocorrer através do departamento médico nos próximos dias.
Ainda durante o jogo de quarta-feira, quando estava no banco de reservas após ser substituído por Fabrício Bruno, David Luiz foi questionado pelo repórter Eric Faria, da TV Globo, sobre o que havia ocorrido para ele ter saído da partida, e o zagueiro disse:
“Eu estou com um probleminha mais sério. Vou fazer uns exames, depois eu falo para vocês o que é”, afirmou o camisa 23 do Flamengo.
David Luiz apresentava abatimento no banco, mas ficou até o final do jogo, chegando a abraçar Everton Cebolinha após o terceiro gol e também participar da comemoração da vitória junto com o elenco em frente aos torcedores que compareceram ao Morumbi.
Substituído no intervalo do jogo, o jogador de 35 anos exibia há dias sintomas da doença, mas, antes de a bola rolar, prontificou-se a jogar e não estava em quadro clínico preocupante.
Ao longo da semana, sim, apresentara cansaço elevado, com sono ruim, o que ligou o alerta do Flamengo, que se aproximou da hipótese de hepatite, doença que acomete o fígado.
O semblante preocupado de David ao ser substituído no Morumbi levantou questionamentos sobre os motivos de ele ter entrado em campo. Mas o zagueiro não jogou sob risco. O departamento médico o monitora preventivamente desde a semana passada.
A razão é que os primeiros sinais de cansaço e outros problemas decorrentes do quadro ainda em análise haviam melhorado. Mas o cansaço voltou, e a comissão técnica decidiu tirá-lo de campo.
Há cerca de 15 dias, o defensor apresentou quadro viral pela primeira vez – outros atletas passaram pelo mesmo, mas os sintomas não foram à frente.
Como na semana passada estava suspenso do jogo com o Athletico/PR, o jogador ficou no Rio. Àquela altura, apresentava cefaleia (dor de cabeça), cansaço, sono irregular e quadro de sinusite.
O Flamengo começou a investigação a partir daí, e o atleta foi submetido a exames de imagem, tomografia de crânio e de seios de face para identificar o que causavam as dores. Os exames, porém, não apontaram nenhuma alteração importante.
Durante os treinos anteriores ao jogo com o São Paulo, David apresentou cansaço e sono irregular, mas exames o permitiram ir a campo. No intervalo, o zagueiro relatou à comissão técnica e ao departamento médico que havia chegado ao limite. Com isso, Dorival Júnior o substituiu por Fabrício Bruno.
O tratamento, caso se confirme a doença, consiste em descansar o organismo para que ele possa combater o vírus. O técnico Dorival Júnior já tem utilizado Fabrício Bruno nas ausências do veterano.
A dúvida fica por conta da viagem para a Argentina para o duelo com o Vélez Sarsfield, na próxima quarta-feira (31), pela Libertadores. O rubro-negro aguarda ainda o retorno de Rodrigo Caio, com lesão no joelho.
Médicos explicam doença do jogador David Luiz
O ex-atleta da Seleção Brasileira David Luiz, atual zagueiro do Flamengo, precisou ser substituído em campo, no último jogo da Copa do Brasil, com suspeita de hepatite viral, problema que afeta o fígado.
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Antes da partida, ele já havia se queixado de mal-estar. Por se tratar de uma doença com múltiplas causas, o clube de futebol realizará exames para confirmar o quadro e indicar o melhor tratamento para a recuperação do jogador.
Médicos explicam que essa hepatite ocorre pela ação de um grupo de vírus e suas manifestações podem ser diversas. Entre os sintomas estão cansaço, febre, além de pele e olhos amarelados.
“Hepatites virais são doenças infecciosas que causam inflamação do fígado. Os mais comuns são os vírus da hepatite A, B e C, cada tipo é transmitido de uma forma”, afirma o infectologista Lauro Ferreira Pinto.
O médico, doutor em doenças infecciosas, detalha como a transmissão ocorre em cada classificação.
“A transmissão da hepatite A é fecal-oral e está relacionada à falta de saneamento básico e alimentos contaminados. A hepatite B ocorre por relação sexual e pelo contato com sangue. Já a C é transmitida pelo sangue, principalmente”.
Ana Carolina D’Ettorres, infectologista, aponta a gravidade de cada um dos tipos virais. “O tipo A é menos grave e a cura ocorre de forma espontânea, sem grandes sequelas. As outras duas, B e C, têm características de cronificação e podem ser mais graves”, informa.
A médica destaca os principais sintomas da doença, que podem variar em cada paciente. “O paciente com alguma hepatite viral pode sentir dor abdominal, náuseas, indisposição, prostração, em alguns casos febre e percepção do corpo amarelado. Essas manifestações vão depender do quadro de saúde”, explica.
Hoje, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacinação para os tipos A e B. Como o vírus do tipo D tem relação com o B, a mesma vacina funciona para os dois casos. O tipo C e E demandam tratamento específico com medicação indicada por um especialista.
Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mostram que, de janeiro a julho deste ano, 179 pacientes foram diagnosticados com um dos três tipos da doença.
FIQUE POR DENTRO
Sobre a doença
– Hepatite é a inflamação do fígado. Ela pode ser causada por vírus ou uso de remédios, álcool e drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.
– As mais comuns são virais e dos tipos A, B e C. Em alguns casos, são doenças silenciosas que não apresentam sintomas.
Formas de transmissão
– Contato oral-fecal, com sangue contaminado ou relação sexual.
– Algumas formas de contaminação mais comuns incluem compartilhar seringas, relações sem o uso de preservativo, consumir alimentos ou água contaminados por fezes e no contato com urina ou fezes de pessoa contaminada.
Sintomas
Nem sempre há sintomas. As manifestações visíveis da doença são cansaço, febre, mal-estar, tontura, vômito, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
Diagnóstico
– Feito por testes rápidos que dão o resultado em uma hora. Também existem exames feitos em laboratório.
– Testes Rápidos: Os testes rápidos para os tipos B e C estão disponíveis nos serviços públicos de saúde para todas as pessoas.
– Pré-natal: O exame de hepatite B também faz parte do rol de exames do pré-natal. A gestante deve ser diagnosticada e tratada ainda durante a gravidez.
– Hepatite tem cura e o tratamento é feito, prioritariamente, com medicação.
Fonte: Ministério da Saúde e Sesa.