- Vitória, ES 26°C

Vitória 26°C

Anúncio
POLÍCIA

“Prende e solta de criminosos é um balde de água fria”, diz secretário

Os bandidos colocados de volta às ruas, incomodam não só a população do Estado, mas também os órgãos de segurança

Ramalho afirma que as polícias têm recebido cobranças da sociedade

Última atualização

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:



 

Os bandidos que estão sendo colocados de volta às ruas, mesmo após o cometimento de diversos crimes, incomodam não só a população do Estado, mas também os órgãos de segurança. 

Para o secretário de Estado da Segurança Pública, Alexandre Ramalho, o famoso “prende e solta”  interfere, inclusive, no processo da atividade policial. 

“Essas questões que envolvem os criminosos que são presos e colocados na rua trazem transtornos para quem está na segurança pública. O prende e solta é um balde de água fria em todas as estratégias da polícia”, disse o secretário, ainda lamentando a situação.

“Em todos os crimes que são puníveis em até quatro anos, a soltura dos indivíduos é imediata. Ele vai responder o processo em liberdade. Está ficando injusto com o processo da atividade policial”.

Ramalho informou ainda que as polícias têm recebido diariamente cobranças da sociedade em função dos diversos crimes praticados por criminosos reincidentes.

O secretário ressaltou que os órgãos policiais têm feito seu papel de prender, mas que sozinhos não vão trazer a solução para um problema que é social.

“É preciso discutir a ação penal sobre o viés da punição. Tivemos muitas leis de garantias, acreditando que isso poderia reeducar os indivíduos. Passados alguns anos temos visto que isso está estimulando os jovens a entrar no crime”.

Sobre o perfil dos bandidos reincidentes em crimes como furto, porte ilegal de arma de fogo e roubo, Ramalho lembrou que são jovens de 15 a 28 anos, que muitas vezes, ao saírem da cadeia, tiram a vida de outras pessoas. 

“Estamos falando de jovens inconsequentes, afastados da família e que, muitas vezes, não sabem sequer utilizar armas e saem para roubar, colocando em risco a vida das pessoas”, disse o secretário.

Para Ramalho, o problema da reincidência dos criminosos não está especificamente em quem aplica as leis, durante as audiências de custódia, e sim na própria legislação brasileira que prevê determinadas garantias para quem comete determinados delitos. 

“Ao ser preso, um bandido que cometeu um roubo, junto com seu advogado, já começa a contabilizar as chances de ser colocado nas ruas novamente, e algumas leis permitem que esse indivíduo faça essa conta. Pode ser tornozeleira eletrônica, pode ser prisão domiciliar, transação penal, progressão de regime, saída temporária, etc”.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.