- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Anúncio
Cidades

Loja em Brumadinho é notificada por vender roupas sujas de lama

Uma loja do Grupo Zema, da família do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em Brumadinho, foi notificada pela prefeitura por colocar à ...

Loja da família de Zema em Brumadinho é notificada por vender roupas sujas de lama.

Última atualização

Uma loja do Grupo Zema, da família do governador de Minas Gerais, Romeu
Zema (Novo), em Brumadinho, foi notificada pela prefeitura por colocar à
venda roupas e sapatos sujos de lama. A vigilância sanitária do
município afirmou que os produtos poderiam provocar infecção e doenças.

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:



 

Brumadinho é a cidade onde, em 25 de janeiro de 2019, 272 pessoas
morreram depois do rompimento de uma barragem de rejeito de minério de
ferro da Vale.

A notificação aconteceu na manhã desta quinta-feira (10) depois de
denúncia feita à prefeitura. Já na noite desta quarta-feira, no entanto,
imagens das roupas dentro da loja já circulavam pelas redes sociais.

A vigilância sanitária municipal informou ter recolhido 179 peças de
roupas e 42 pares de sapatos. Ainda segundo a prefeitura, os produtos
foram levados para aterro e descartados “de maneira segura” por
apresentarem risco de infecção e doenças.

O Grupo Zema afirma que a filial de Brumadinho assim como outras em
Minas Gerais e na Bahia foram atingidas por enchentes em janeiro e
fevereiro, o que ocasionou perda de produtos em estoque.

O grupo negou que os produtos estivessem à venda.

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:



 

“Na filial de Brumadinho, os produtos já tinham sido baixados no
estoque, e estavam sendo organizados para serem enviados para Matriz em
Araxá, para avaliação, separação e definição do destino”, diz nota do
grupo.

O texto acrescenta que “devido a dificuldade de espaço do imóvel e
quantidade de produtos danificados pela enchente, alguns estavam
alocados no salão de vendas, mas não estavam com preço ou disponível
para comercialização”.

Ainda conforme a nota, “em todos os casos de produtos danificados
parcialmente, é procedimento da empresa realizar a baixa do estoque para
que não seja mais colocado à venda, e quando possível e permitido,
realizamos a doação desses produtos, e quando os mesmos não estão em
estado de utilização é feito a inutilização”.

Segundo a prefeitura, as roupas estavam disponíveis para venda. A
notificação feita à loja afirma que, em caso de reincidência, o
estabelecimento será multado e poderá ser interditado.

As enchentes na cidade ocorrem em caso de elevação do nível de água do
rio Paraopeba, que corta o município. O curso d’água é o que foi poluído
pela lama de rejeito de minério de ferro que desceu da barragem quando a
estrutura se rompeu em 2019.

Os impactos ambientais foram registrados ao longo de aproximadamente 250
quilômetros, entre Brumadinho e Pompéu, onde o rio se encontra com o
lago da barragem da represa de Três Marias, região central de Minas
Gerais.

“Essa lama que sujou as roupas é proveniente do rompimento da barragem. O
rio Paraopeba cuspiu a lama. É essa lama que tirou a vida de 272
pessoas. E ainda querem lucrar com isso”, afirma o dirigente do MAB
(Movimento dos Atingidos por Barragens) Santiago Matos. O prefeito da cidade é Avimar de Melo Barcelos (PV), que não figura entre aliados do governador.

Grupo Zema O mergulho da família Zema, que tem raízes em Araxá (MG), no
Alto Paranaíba, teve início em 1923 quando o bisavó do governador Romeu
Zema, Domingos Zema, abriu uma loja de peças para carros. O pai do
governador, Ricardo Zema, assumiu o comando da loja em 1961.

Em 1976, a família entrou também na área de varejo de eletrodomésticos,
hoje o maior do grupo. Hoje o conglomerado vende outros produtos como
roupas, celulares e equipamentos de informática. O grupo atuou ainda no
setor de combustíveis. O governador Zema deixou posto de comando no
conglomerado em 2016.

A assessoria do governador Romeu Zema ainda não respondeu ao contato feito pela reportagem.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.