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Doze anos com obras inacabadas. Esta é a situação da escola estadual João Crisóstomo Belesa, que fica em Porto de Santana, Cariacica. As intervenções começaram em 2010 e até hoje não foram finalizadas.
O colégio recebeu nesta terça-feira, 12, uma visita do deputado estadual Sérgio Majeski, presidente da comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), que informou sobre a situação.
O caso da escola em Cariacica não é isolado, segundo o deputado, e há outras com obras atrasadas.
Na escola João Crisóstomo Belesa, Majeski destacou que a parte da obra onde se localiza a secretaria e a sala dos professores já foi concluída. Já o segundo piso, onde ficariam os laboratórios, está pela metade e com infiltrações.
Ele disse que também há uma parte da obra suja, com mato e tapumes, com risco de ser invadida.
“Depois de prontas, dá para ver que vão ficar ótimas as salas, mas está tudo abandonado, parado há muito tempo. Se isso não for retomado, o custo vai ser mais alto, porque vai ter de refazer”, disse.
Outro problema do colégio é a quadra de esportes, que não está sendo usada pelos alunos. Isso porque, quando ela estava sendo reformada, foram montadas salas provisórias dentro da quadra – que já não estão sendo mais usadas.
Em fevereiro deste ano, foi firmado um novo contrato para a retomada de conclusão da obra, no valor de mais de R$ 5,4 milhões.
De acordo com o Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado do Espírito Santo (DER-ES), a empresa que estava no local abandonou o serviço e foi feita uma nova licitação para a retomada das obras. “O resultado da licitação foi publicado e a expectativa é de que as obras comecem ainda neste semestre”, informou.
Outro caso é o da escola Aristóbulo Barbosa Leão, na Serra, que é prometida há 10 anos. De 2012 para cá, ela já foi reformada, demolida e agora será construída novamente. O prazo atual do governo para entrega é em 2023.
No Centro Estadual de Educação Técnica (CEET) de Iúna, as obras começaram em 2013 e foram paralisadas em 2016. A Secretaria de Inovação e Desenvolvimento (Sectides) informou que a escola se apresenta em fase de orçamento para licitação e retomada definitiva da obra. “A previsão de execução de cada obra é de seis meses, após serem findados os trâmites licitatórios”, informou.