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Apontado pela Polícia Federal como líder da organização criminosa que adulterava combustível e vendia em postos da Grande Vitória, o miliciano do Rio de Janeiro, de 49 anos, era conhecido como “Barão do Petróleo” e chegou a mudar de nome e de família para morar em Vila Velha e se esconder da polícia carioca.
O miliciano foi preso no Estado em novembro de 2020 e foi transferido para o Rio, onde continua atrás das grades. Em 2017 ele foi condenado pela Justiça por crime de furto de combustível de dutos da Petrobras, no Rio de Janeiro.
Foragido, ele se mudou para Vila Velha, onde conseguiu documentos falsos e passou a viver uma vida de luxo, segundo a Polícia Federal.
Na época, era um dos bandidos mais procurados do Rio de Janeiro, mas no Estado vivia como um empresário bem sucedido, já que tinha seis postos de gasolina em vários municípios. Todos em nome de outras pessoas.
Um delegado carioca, que investigava o crime à época da prisão, contou que o miliciano não tinha carro e só usava veículos de aplicativos para não chamar atenção.
O miliciano, que também é ex-vereador de Duque de Caxias, foi preso por policiais cariocas.
O superintendente regional da Polícia Federal no Espírito Santo, delegado federal Eugênio Ricas, explicou que mesmo preso no Rio de Janeiro, as investigações apontam que ele conseguia manter o comando das atividades criminosas no Espírito Santo.
Para isso, contava com pessoas que o assessoravam, como familiares e contador, que era responsável por dar aparência de legalidade às atividades exercidas, como em adulteração de documentos e notas fiscais.
Ricas reforçou a gravidade dos crimes cometidos pelo suspeito, já que atinge a todos. “É um crime que leva a prejuízos desde a dona de casa que vai levar seu filho à escola, ao motorista de táxi e de Uber, ou qualquer pessoa que abastece o seu veículo. E o que é mais grave é que esse volume de recursos obtido de forma fraudulenta, pode estar sendo reinvestido nas atividades da milícia no Rio de Janeiro”.
Ele ressaltou que foi comprovado nas investigações que os recursos estão ligados a outros crimes também como lavagem de dinheiro, de documentação falsa, criação de empresas fictícias.