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Durante a vistoria realizada na usina nuclear de Chernobyl, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, classificou a situação do local como “absolutamente anormal e muito, muito perigosa”. A declaração foi dada nesta terça-feira (26). A visita foi realizada 36 anos após a pior catástrofe nuclear civil da História.
“Sobre o nível de radioatividade, eu diria que é anormal. Houve momentos em que os níveis subiram devido à movimentação de equipamento pesado das forças russas e quando saíram. Temos feito monitoramento diário”, declarou Grossi.
Os militares russos tomaram a usina nuclear de Chernobyl no primeiro dia da ofensiva de Moscou contra a Ucrânia, em 24 de fevereiro, prendendo soldados ucranianos e detendo civis. Segundo as autoridades ucranianas, os russos saíram em 31 de março de Chernobyl.
Segundo a ONU, essa é a primeira missão de assistência completa de especialistas em segurança, e proteção à Ucrânia. O grupo saiu de Viena, capital da Áustria, e chegou à central nuclear de Chernobyl nesta terça-feira.
Grossi foi acompanhado por um grupo de especialistas “para entregar equipamentos vitais” (dosímetros, roupas de proteção) e reparar os sistemas de vigilância remota, que pararam de transmitir dados para a sede da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA)” em Viena, na Áustria, logo após o início da guerra.
Localizada a 150 quilômetros ao Norte de Kiev, na fronteira com a Bielorrússia, a usina nuclear de Chernobyl sofreu, desde o início da ocupação russa, cortes de eletricidade e na rede de comunicações.
Director General @RafaelMGrossi leads 1st full-fledged assistance mission of safety, security & safeguards experts to #Ukraine. Leaving Vienna, they will arrive at Chornobyl NPP on Tue to deliver equipment, conduct radiological assessments & restore safeguards monitoring systems. pic.twitter.com/8nGbFKZ3dZ
— IAEA – International Atomic Energy Agency (@iaeaorg)
União Europeia alerta para riscos de novo desastre nuclear
Nesta terça-feira, a União Europeia (UE) alertou para a possibilidade de um novo desastre nuclear na Ucrânia, 36 anos após a explosão de Chernobyl, devido à ofensiva russa, e pediu a Moscou que se abstenha de ataques nesse setor.
“A agressão ilegal e injustificada da Rússia na Ucrânia mais uma vez põe em risco a segurança nuclear em nosso continente”, alertaram o chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, e o comissário europeu de Energia da Estônia, Kadri, em comunicado conjunto.
As duas autoridades europeias acusam as forças russas de terem causado “danos de forma imprudente às instalações” nucleares atacadas.
“No aniversário do acidente de Chernobyl em 1986, reiteramos nossa maior preocupação com os riscos à segurança nuclear causados pelas recentes ações russas no local de Chernobyl”, disseram Borrell e Simson.