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Melhorias na saúde

Inovações na medicina mudam a vida de pacientes

Principais avanços estão relacionados aos diagnósticos, para descobrir e tratar doenças cada vez mais cedo e com precisão

A pedagoga Maria Aparecida de Paula Fontes, 61, participou de um programa do plano de saúde.

Última atualização

A tecnologia se desenvolve de  forma acelerada. Com ela, a medicina avança em busca de soluções, técnicas e ferramentas  que ajudam a descobrir e tratar as doenças cada vez mais cedo. 

Inovações como  inteligência artificial, imagens de alta qualidade, realidade aumentada, entre outras tecnologias, trouxeram novos procedimentos na saúde, como cirurgia robótica, aparelhos de diagnóstico com alta qualidade de imagens, telemedicina e outros.

“Acredito que os principais avanços estão relacionados à parte de  diagnósticos das doenças. Hoje temos  dispositivos de análises mais precisos, desde robôs até cápsulas endoscópicas”, destaca o cardiologista e médico do esporte  Carlos Portela.

Para o cardiologista Diogo Barreto, do Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV), os principais avanços  foram em ferramentas para diagnóstico de doenças durante a internação. “O ultrassom beira- leito é o melhor! Com médicos treinados, conseguimos diagnósticos cada vez mais precoces”. 

Um dos exemplos tecnológicos é a angiotomografia computadorizada (angioTC) de coronárias.

“É  um exame não invasivo, de baixo risco e bastante acurado para excluir a doença coronária.  O processamento das imagens ocorre com softwares específicos, que auxiliam na melhor resolução e qualidade das imagens”, explica a cardiologista Marcela Perini Lemos, do Bioscan.

A terapia biológica é um dos destaque trazidos pelo anestesiologista André Félix, especialista em tratamento da dor da Relevium. 

“Essa terapia vem ganhando espaço no tratamento das dores crônicas, com o uso dos ortobiológicos como as células obtidas do plasma ou do aspirado da medula óssea. Poder ser usada no tratamento de artrose,  dor lombar,  tendinites e bursites”.

O ginecologista Maurício Abrão, presidente da Associação Americana de Ginecologia Laparoscópica, ressalta que a tecnologia permite cada vez mais diagnósticos e tratamentos menos invasivos. 

“Nos últimos anos desenvolvemos  uma forma de se fazer diagnóstico por ultrassom especializado para o diagnóstico de endometriose. Tem novo protocolo e treinamento especial que revolucionou, por ser um diagnóstico não invasivo”.


“Hoje me sinto mais disposta”

 













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A pedagoga Maria Aparecida de Paula Fontes, de 61 anos, participou de um programa do plano de saúde para pacientes diabéticos, no qual foi monitorada 24 horas, por 6 meses,  por uma equipe multidisciplinar por meio de um aplicativo no celular.

“Recebemos um kit e o acompanhamento era feito por um aplicativo. Recebíamos vários telefonemas de enfermeiras ao longo do programa, além de mensagem pelo WhatsApp. Esse programa foi o divisor de águas na minha vida. Me sinto mais disposta e consciente de que posso ter uma vida normal sendo diabética”.


As principais tecnologias:

Inteligência artificial

A Inteligência Artificial (IA) é uma forma de programação que consegue simular raciocínio, percepção de ambiente e habilidade de análise para a tomada de decisão onde o computador é capaz de aprender e auxiliar o ser humano. Além de otimizar processos, pode analisar dados e sugerir medidas de tratamento e prevenção individualizadas.

Software  de inteligência artificial denominado RAPID, do Hospital Santa Rita, permite avaliação rápida, segura e precisa das imagens feitas da área cerebral do paciente que sofreu acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. O resultado é enviado, via celular, para a equipe médica. 


Computação na nuvem

Essa tecnologia permite  armazenar arquivos remotamente e compartilhá-los de qualquer lugar sem que seja necessário qualquer instalação. Deixa as informações importantes mais acessíveis, como prontuário do paciente, resultados de exames e orientações que podem ser encaminhadas de forma remota.

O Raio-X com  Inteligência Artificial do MedSênior é um exemplo. Ao cruzar os dados, a ferramenta sinaliza para o médico a probabilidade do paciente estar infectado pela covid-19, por exemplo, ou estar com problemas pulmonares.

Aprendizado de máquinas

É um método de análise de dados onde os  sistemas podem aprender com dados, identificar padrões e tomar decisões. Coleta dados disponibilizados em sistemas e nuvens e pode ajudar com informações e análises pré-cirúrgicas para antecipar os resultados, por exemplo, ou em outros tratamentos.

Um programa do MedSênior usa um aplicativo para que a equipe médica  monitore durante  24 horas  o  paciente diabético, além  de reunir dados,  enviar dicas, promover consultas com a equipe multidisciplinar.

O aplicativo da   Associação Americana de Ginecologia Laparoscópica (AAGL)  Endo Classification  lançou aplicativo que médicos podem estimar de forma mais fácil os estágios da doença. Os pacientes conseguem ter acesso às informações e vão saber antes o diagnóstico e o tipo de cirurgia.

Internet das coisas

Possibilita que os mais diferentes objetos como relógios, pulseiras, geladeiras, lâmpadas e outros se conectem à internet e interajam com ela. Hospitais, clínicas e médicos vão poder usar cada vez mais equipamentos capazes de coletar dados para  monitorar paciente.

Um exemplo é o Ultrassom Point of Care do   Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV), que utiliza equipamentos de última geração que permitem a realização de exames com alta precisão beira-leito. Os modelos mais modernos contam  conexão por wi-fi e são mais indicados para guiar procedimentos diagnósticos e terapêuticos. 

 

Alta resolução de imagens 

A medicina também se aproveita da evolução da qualidade de imagens, principalmente em exames diagnósticos. Como, por exemplo, a angiotomografia computadorizada (angioTC) de coronárias do Bioscan. São equipamentos com múltiplos detectores, que melhoram as resoluções espacial e temporal. O processamento das imagens ocorre com softwares, que auxiliam na melhor resolução e qualidade das imagens.

Outro exemplo é a ressonância magnética com maior resolução, que garante maior nitidez das imagens e maior precisão aos resultados.

Telemedicina

com a necessidade  do distanciamento social, foi fomentada a telemedicina, que é uma prática que vem se estabelecendo como importante recurso complementar ao tratamento médico. A evolução e o uso de novas tecnologias vão permitir que o médico, de forma remota, faça além da consulta, exames, avaliações diagnóstica e, no futuro, até mesmo exames físicos à distância.

Robótica

É a ciência responsável pela tecnologia em máquinas com controle mecânico e automático. Ela utiliza circuitos integrados para realizar atividades e movimentos humanos simples ou complexos. Os robôs já começaram a fazer parte da rotina da saúde, em cirurgias, por exemplo, mas com a evolução vão poder fazer cirurgias de forma remota, monitoramento à beira-leito e outras funções.

Uma das inovações que já é presente no Estado é o  robô Da Vinci Xi no Hospital Santa Rita, que comandado pelo médico faz cirurgias de urologia, entre outras,  com movimentos precisos.  

Banda 5G

Está chegando ao Brasil e trará  mais velocidade para downloads e uploads, cobertura mais ampla e conexões mais estáveis. Vai impulsionar as possibilidades da telemedicina para além do atendimento  remoto. Serão cirurgias de forma remota, com o médico comando em outro, estado, por exemplo.

Medicina regenerativa

 Vem ganhando espaço no tratamento das dores crônicas nos últimos dez anos, principalmente com o uso dos ortobiológicos como as células obtidas do plasma ou do aspirado da medula óssea. Essas células podem ser usadas, por exemplo, para o tratamento da artrose, das dores articulares, da dor lombar, das tendinites e bursites.

Terapia  gênica

A terapia gênica pode ser definida como um procedimento em que são feitas modificações genéticas em células como uma forma de tratar uma doença com a introdução de genes sadios com uso de técnicas de DNA recombinante. O primeiro teste clínico bem-sucedido dessa técnica foi divulgado em 1990.

Testes moleculares

Através dos testes moleculares, avalia-se  determinados genes do tumor, os quais relacionam-se com o grau de agressividade e a resposta terapêutica. Também podem ajudar a entender a agressividade de um tumor específico e escolher, de forma mais efetiva, tratamentos como terapia-alvo, imunoterapia ou quimioterapia para um determinado paciente.

Edição genética

É procedimento em que trechos específicos do DNA são eliminados, permitindo sua substituição por novas sequências de genes. Com o estudo do sequenciamento do genoma humano exponenciais de conhecimento acerca do genoma humano, abrindo espaço para diagnósticos mais  específicos e tratamentos personalizados que envolvem tecnologias como as de edição gênica (por exemplo o CRISPR), CAR-T cell, desenvolvimento de drogas terapêuticas alvo-específicas, vacinas de RNA, entre outros.

Metaverso

É um conceito que mescla o virtual e a realidade aumentada. Um universo virtual onde as pessoas vão interagir entre si por meio de figuras e personagens digitais. Com  esse  conceito as consultas e até exames clínicos poderão ser feitos de forma virtual. Com equipamentos, o médico vai poder avaliar sintomas, mesmo a distância.

Realidade estendida

O termo define o uso de tecnologias de realidade aumentada (RA) tanto a reprodução de elementos virtuais no mundo real quanto a implementação de elementos reais no mundo virtual. A tecnologia irá garantir mais precisão diagnóstica e em tratamentos, pois vai permitir melhor planejamento e procedimentos invasivos e com riscos maiores, integrando dados e realidade aumentada.

Um dos aparelhos utilizados no HEVV é o scanner vascular, que  utiliza  luz infravermelha, que através da absorção da hemoglobina, detecta veias subcutâneas e projeta-as com máxima definição na superfície da pele em tempo real e com boa definição. 


Impressão 3D e órgãos artificiais

Utilização da impressora 3D para produção de talas ortopédicas, no lugar do gesso ou de talas tradicionais já é uma realidade no Estado. A tecnologia funciona no Hospital  Santa Rita em parceria com a startup Fix it.  

Esse tipo de tecnologia vai permitir a criação de órgãos artificiais, o que pode resolver problemas complexos como as filas para transplante de órgãos.

Fontes: Especialistas e instituições consultadas.

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