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Polícia

Auditor fiscal é investigado por cobrar propina de empresários no Sul do Estado

Servidor foi flagrado com R$ 9 mil, sendo que parte teria sido cobrada de um comerciante

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Redação Tribuna Online

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Um auditor fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), que atuava há mais de 20 anos na cidade de Bom Jesus do Norte, está sendo investigado por prática do crime de corrupção passiva. Segundo denúncias, ele estaria cobrando propinas de empresários da cidade.

Na última quarta, o servidor público de 69 anos – que não teve o seu nome divulgado – foi flagrado saindo de um estabelecimento comercial com R$ 9 mil em uma mochila. Parte deste dinheiro (R$ 5 mil), segundo a polícia, seria fruto de propina que o auditor teria acabado de receber de um comerciante. Quanto aos outros R$ 4 mil, o auditor não explicou a procedência.

A cobrança da propina, de acordo com a polícia, seria para liberação de funcionamento de estabelecimentos comerciais junto à Receita Estadual.

“O comerciante veio até a Delegacia e registrou um Boletim de Ocorrência, relatando que o auditor apontou uma série de irregularidades no estabelecimento, que gerariam uma multa de mais de R$ 400 mil. Em seguida, disse ao comerciante que poderia resolver o problema, por R$ 5 mil”, explicou o titular da Delegacia de Polícia de Bom Jesus do Norte, delegado Sandro Zanon.

Ainda segundo a polícia, um inquérito foi instaurado na delegacia de Bom Jesus do Norte e o investigado será indiciado, inicialmente, pelo crime de corrupção passiva. “O celular dele foi apreendido e o delegado aguarda autorização judicial para realizar a extração de dados. A Sefaz será oficiada, nesta quinta-feira (14), para a adoção de medidas administrativas”, diz a nota emitida pela polícia.

“Temos informações de que inúmeros comerciantes foram vítimas dessa prática, no entanto, apenas um veio até a delegacia e formalizou uma denúncia. Fomos procurados, até mesmo, por um secretário municipal, que relatou que empresários estão deixando o município, pois não suportam mais pagar as propinas. É imprescindível que essas vítimas venham à delegacia e registrem o Boletim de Ocorrência, para que a investigação fique ainda mais robusta. Se houver fotos, áudios, vídeos ou documentos que comprovem a prática, é importante que as vítimas também tragam esses materiais”, orientou o delegado.

Administrativo

Em nota, a Sefaz afirmou que “não coaduna com esse tipo de conduta e informa que apoia a investigação que está sendo conduzida pela Polícia Civil. A Sefaz reitera que está à disposição e prestará todas as informações que forem solicitadas para auxiliar as investigações” 

No âmbito administrativo, a Sefaz explicou que o “resultado da investigação será encaminhado para a Corregedoria Geral do Estado para a instauração de sindicância e processo disciplinar. Caso sejam apontados indícios de responsabilidade, o servidor em questão poderá ser afastado, inicialmente, por 90 dias e chegar a ser demitido após o processo de sindicância.”.

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