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A avaliação do cenário da pandemia no País, realizada pelo Ministério da Saúde semanalmente, mostrou que o Espírito Santo já poderia liberar o uso de máscara em locais fechados.
O levantamento, chamado de “Avaliação de Risco no Cenário da Covid-19”, mostrou que o Estado atingiu o nível 2 no alerta de saúde.
Segundo os critérios do órgão, o uso das máscaras em locais fechados deve ocorrer somente nos locais de níveis de risco 3 ou 4 na semana epidemiológica antecedente.
A atualização foi vista por empresários capixabas, que reforçaram o pedido do fim da obrigatoriedade do uso da máscara em estabelecimentos fechados.
Atualmente, o fim da obrigatoriedade do uso da máscara em locais fechados só acontece em regiões que atingiram o risco muito baixo no Mapa de Risco, atualizado pelo governo do Estado.
O Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Estado (Sindbares) fez um pedido ao governo do Estado no último dia 22 solicitando a revisão da exigência do item em locais fechados.
“Não achamos que faz sentido, neste momento, qualquer restrição de atividade produtiva. Precisamos retomar o funcionamento total das casas. Os funcionários sofrem com o calor e não faz mais sentido (manter a obrigatoriedade), visto que avançamos na vacinação e no controle da pandemia”, destacou o presidente do SindBares, Rodrigo Vervloet.
O presidente do Conselho de Relação do Trabalho da Findes (Consurt), Fernando Otávio Campos, é a favor da liberação do uso de máscara em espaços fechados, principalmente em locais empresariais. “Hoje, nacionalmente, nenhuma empresa seria obrigada a ter o uso de máscara para covid-19 em ambiente fechado”, afirmou.
Fernando Otávio acrescentou que em um relatório feito pelo Consurt foi destacado que o governo do Estado não aplica hoje multas aos estabelecimentos que não fizerem o uso da máscara, e que isso cria uma insegurança jurídica.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que os governos estaduais e municipais têm autonomia para estabelecer medidas de saúde mais restritivas em seus territórios. “No entanto, esclarece que está aberta ao diálogo junto aos segmentos”, afirmou, em nota.