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Equilibrar a razão e a emoção e manter os filhos longe do tumulto de sentimentos trazidos pelo término do relacionamento e, consequentemente, pelo divórcio não são tarefas fáceis.
Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os casais no Espírito Santo não estão chegando nem às bodas de renda, quando são comemorados 13 anos de relacionamento.
A pesquisa afirma que, em 2020, a duração dos casamentos diminuiu para 12,5 anos, em média.
Para a psicóloga Paula Santos, o divórcio acontece, muitas vezes, para tentar amenizar o sofrimento do casal. Mas o que acontece, na maioria das vezes, principalmente quando envolve crianças, é que os problemas acabam sendo intensificados.
“O casal se separa para não ter mais brigas e tentar diminuir o sofrimento dos filhos, mas o problema é que, às vezes, as brigas aumentam porque os pais não conseguem dialogar. Nesses casos, as crianças continuam sem entender a situação e o sofrimento delas pode aumentar ainda mais”.
A separação representa uma mudança muitas vezes traumática para os filhos, já que reflete a perda da família.
Para evitar esse sentimento com a filha Vitória, de 13 anos, o ex-casal Giorgia Dias Sales, 35 anos, e Erik Loureiro, 35, tentou lidar com o rompimento através de diálogo e maturidade.
“Nós tentamos resgatar a relação, mas chegou um momento, de forma mútua, que decidimos que o melhor seria a separação. Então nós conversamos com a Vitória, que tinha 9 anos na época, e todos entendemos que era a melhor decisão”, conta Erik.
O ex-casal explica que todas as decisões a respeito da filha são tomadas em conjunto pensando no melhor para ela. “Nós decidimos tudo na base do diálogo. Temos um grupo no WhatsApp e todos os dias nos comunicamos por lá. Nesses quatro anos de divórcio, tentamos sempre priorizar o bem-estar dela e acho que estamos no caminho certo”, afirma Giorgia.
A advogada Kamilla Dias, especialista em Direito de Família e Sucessões, afirma que, para que a guarda compartilhada funcione, é fundamental que os pais tenham o mínimo de convívio.
“Eles não precisam conviver por outros motivos, mas é essencial que tenham uma relação harmônica em prol da criança. Porque para decidir algo em relação à vida dos filhos, você precisa conversar com a outra pessoa”.