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ESPECIAL SAÚDE

Livre da dor após cirurgia por vídeo

Sara Silva quase ficou incapacitada ao sofrer por meses com uma hérnia de disco que a fez perder firmeza na perna direita

O ortopedista Lourimar Tolêdo é um dos pioneiros no País a adotar a técnica de cirurgia por vídeo

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Dores frequentes na coluna lombar desencadearam uma crise que quase incapacitou a operadora de caixa Sara dos Santos Silva, de 30 anos, moradora da Serra. Graças à cirurgia minimamente invasiva, ela conquistou qualidade de vida.

O desconforto começou no segundo semestre de 2019. Sara conta que um dia acordou sentindo dor na região lombar que, aos poucos, foi irradiando para a perna direita.

“Não sei o que causou, se foi por dormir de mau jeito. A dor foi agravando e eu tinha dificuldade para deitar, levantar e  andar. Fui ao médico, que pediu exames e depois me encaminhou para o ortopedista Lourimar Tolêdo, porque eu tinha hérnia de disco e precisava de um especialista em coluna”, relata Sara.

A hérnia de disco é causada pelo desgaste dos discos intervertebrais, estruturas cartilaginosas que funcionam como um amortecedor entre as vértebras da coluna, evitando o atrito entre elas. 

“Quando ocorre este desgaste, os nervos da região da coluna são pressionados e provocam dor intensa. Nos casos mais graves, há alterações na sensibilidade e na força motora do local afetado”, explica Lourimar Tolêdo, do Ráquis Instituto da Coluna.

Foi o que aconteceu com Sara. Quando a dor irradiou para a perna direita, ela perdeu parte da firmeza e tropeçava ao andar.

Sara passou por tratamento com medicamentos e fisioterapia, sem sucesso. Certo dia, teve uma crise de dor incapacitante na perna direita e precisou ser hospitalizada.

Cirurgia

 













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Após ser medicada e ter alta, Sara retornou para nova consulta com Lourimar Tolêdo e decidiu ser submetida à cirurgia minimamente invasiva, que aconteceu em janeiro de 2020.

“Sara passou por uma cirurgia de hérnia discal por via endoscópica. Essa intervenção é feita com o auxílio de imagens de vídeo. Através de uma pequena incisão na coluna, conseguimos visualizar em alta resolução a área que precisamos tratar”, disse o especialista, membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC).

A recuperação de Sara foi rápida e não foi necessário utilizar colete ortopédico. Hoje, ela comemora o resultado. 

“Estou trabalhando, me sinto muito bem, não sinto mais dores. Antes da cirurgia, não conseguia varrer a casa. Hoje, tenho qualidade de vida”, afirma. 

Alternativa após tratamentos

As cirurgias minimamente invasivas na coluna se tornaram uma alternativa eficiente para pessoas que já tentaram tratamentos com remédios e fisioterapia sem sucesso e para quem tem  comprometimento neurológico importante. 

Na cirurgia minimamente invasiva por via endoscópica, o médico realiza o procedimento por meio de incisão de 1 centímetro e com o auxílio de câmeras de vídeo de alta resolução, que propiciam a visualização do local operado com nitidez. 

Em seguida, a hérnia de disco ou os “bicos de papagaio” (artrose) são removidos, descomprimindo a região por onde passam os nervos.

Ao final do procedimento, o especialista fecha o pequeno corte com um ponto e coloca um curativo simples no local (micropore). Na maioria das vezes, o paciente recebe alta no mesmo dia.

“Ter a opção de cirurgia por vídeo para tratar hérnia e artrose é um alívio para muitos pacientes que já passaram por outras intervenções e ainda sofrem com dores”, afirma o ortopedista Lourimar Tolêdo, um dos pioneiros no País a adotar a técnica de cirurgia por vídeo, que realiza desde 2012. 

As cirurgias minimamente invasivas, de modo geral, ele começou a fazer em 2009.

Já na cirurgia convencional, a recuperação do paciente acaba sendo mais longa em função das incisões grandes que o cirurgião precisa fazer para chegar até a coluna. Além disso, as taxas de complicações são maiores.

 













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Cirurgias minimamente invasivas 

Recuperação é mais rápida

Endoscópica (por vídeo)

É indicada para tratamento de hérnia de disco e artrose. A cirurgia é realizada por microcorte e, através desta incisão, é colocada uma cânula para que o médico visualize as estruturas por vídeo, corrigindo-as e preservando os órgãos e tecidos sadios do paciente. 

A técnica permite uma recuperação rápida, menor cicatriz cirúrgica e maior conforto do paciente.

ALIF – Fusão Vertebral Lombar Anterior

É realizada por meio de uma incisão no abdômen, com o objetivo de aliviar a pressão sobre as raízes nervosas, corrigir deformidades e instabilidades da coluna e tratar um disco doloroso, sem destruir as estruturas posteriores da coluna.

TLIF MIS – Artrodese Lombar Transforaminal Intersomática minimamente invasiva 

É um tipo de cirurgia com acesso posterior à coluna para inserção de enxerto ósseo entre duas vértebras, para remover a porção do disco que é a fonte da dor lombar e ciática.

Serve para corrigir deformidades e instabilidades, diminuir a manipulação das estruturas neurais, reduzir o dano aos elementos ligamentares e minimizar a remoção óssea excessiva.

XLIF – Fusão Lateral entre os Corpos Vertebrais

Procedimento cirúrgico feito pela lateral do corpo, preservando as estruturas posteriores. 

Usando tecnologia de monitoramento dos nervos e afastadores especiais, o médico obtém acesso lateral na coluna vertebral com segurança.

OLIF – Artrodese Lombar Oblíqua Lateral

Nesta técnica, o médico coloca espaçadores entre as vértebras após os discos desgastados serem removidos cirurgicamente por acesso ântero-lateral.

Isso protege as estruturas posteriores, preserva o plexo lombar, o músculo psoas e trata doenças degenerativas, instabilidades e deformidades da coluna.

Fonte: Lourimar Tolêdo, ortopedista.A

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