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O sistema de transporte Porta a Porta, que atende gratuitamente cerca de 400 pessoas cadeirantes e com dificuldade de locomoção em Vitória, foi suspenso no último domingo, 13.
Com mais de 20 anos, o programa é essencial para o acesso aos serviços de saúde, educação e trabalho, afirmam usuários.
O secretário municipal de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana, Alex Mariano, explica que a empresa responsável pela concessão alega prejuízo financeiro e, por isso, não renovou o contrato com o programa.
Neste momento, o credenciamento para empresas que desejam prestar o serviço está aberto. A prefeitura estuda apresentar, até o fim do mês, condições para melhorar a atratividade comercial, diz o secretário.
O sociólogo e jornalista Pablo Lima Rabelo, 37, usa o serviço de locomoção há 15 anos e sente os prejuízos da suspensão.
“É um serviço de primeira necessidade, fundamental para o exercício da nossa cidadania, e a suspensão afeta tudo em nossas vidas. Gasto o dobro do tempo para realizar as atividades sem o programa Porta a Porta”.