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POLÍCIA

Mergulhadores do PCC escondiam drogas em navios

Criminosos escondiam cocaína embaixo da embarcação, no porto de Aracruz. Valor do quilo chega a custar R$ 110 mil na Holanda

Policiais recolhem sacos com cocaína que tinham sido presos ao casco da embarcação que estava no porto de Aracruz, região Norte do Estado

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A movimentação de pequenos barcos em volta de um navio no Portocel, em Aracruz, na região Norte do Estado, fez a Polícia Federal descobrir 53 quilos de cocaína presos embaixo do casco da embarcação maior. A droga seria traficada escondida para a Holanda, na Europa. 

De acordo com as investigações, quem está por trás do esquema é o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do País, situada em São Paulo e com ramificações em todos os estados. 

 













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“A gente já tinha indícios fortes dessa forma de operar desde o ano passado, com operações que apreenderam 800 kg de cocaína. A gente vem investigando essas organizações e, ao que tudo indica, são dois braços do PCC”, revelou o delegado Eugênio Ricas, superintendente da Polícia Federal no Estado. 

Quem avisou sobre a movimentação suspeita foi a agência marítima. “Já vínhamos investigando. Coincidentemente, a agência marítima percebeu uma movimentação não usual de barcos ao redor do navio e comunicou à Polícia Federal”, detalhou o delegado. 

Ele reforçou que, com essa apreensão, não fica dúvidas de que o Espírito Santo está sendo usado como rota pelas quadrilhas. Apesar das apreensões, ninguém foi preso.

“O Estado está na rota do tráfico internacional de cocaína. Não há qualquer dúvida de que existem organizações internacionais, principalmente o PCC, lançando mão dessa rota aqui”.

Antes de chegar ao Estado e ser escondida nos navios, a droga passa por um grande esquema de tráfico, que começa no contato dos criminosos com os fabricantes, normalmente na Bolívia, Peru e Colômbia, já que o Brasil não é produtor de cocaína. 

“É uma logística complexa, estamos falando de uma verdadeira  ‘empresa’ multinacional. Eles têm contatos nos países fabricantes da droga, têm uma logística para fazer o transporte por vários modais (como pequenos aviões e caminhões). Quando chega aqui, na área portuária, há uma operação para colocar a droga nos navios, com mergulhadores, e a mesma lá na Europa, para retirar”, explicou Ricas. 

O quilo da cocaína pura, segundo ele, é comprado na América do Sul por cerca de mil a três mil dólares (R$ 5 mil a R$ 15 mil). Na Europa, o mesmo quilo é vendido a 20 mil euros na Europa (cerca de R$ 110 mil). “É uma cocaína pura, que você ainda pode ‘batizar’ e dobrar a quantidade”, pontuou.

 













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ENTENDA


Cocaína em navio

  • A movimentação de pequenos barcos em volta de um navio no Portocel, em Aracruz, Norte do Estado, fez a Polícia Federal descobrir 53 quilos de cocaína presos embaixo do casco da embarcação. A droga seria traficada escondida para a Holanda, na Europa. Ninguém foi preso. 
  • De acordo com as investigações, quem está por trás do esquema é o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do País, situada em São Paulo, mas com ramificações em todos os estados.

Estrutura

  • Antes de chegar ao Estado e ser escondida nos navios, a droga passa por um esquema que começa no contato dos criminosos com os fabricantes, normalmente na Bolívia, Peru e Colômbia.
  • Ao chegar no Estado, na área portuária, há uma operação para colocar a droga nos navios, com mergulhadores.

Presos

  • Sete homens foram apontados como integrantes de uma organização criminosa que transportava cocaína usando cascos de navios, em dezembro do ano passado.
  • Em Janeiro, foi preso o estrangeiro que seria o principal responsável pela fixação de cocaína no casco de um navio fundeado na baía de Vitória. Ele foi preso em São Paulo. 

Fonte: Polícia Federal. 

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