Após dois dias de ataques com rojões, promovidos por alunos, alguns professores e coordenadores da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Professor João Bandeira da Silva, em Consolação, Vitória, solicitaram transferência para outras unidades de ensino.
A informação foi confirmada por funcionários da escola que também cogitam não trabalhar mais na unidade. “Ontem mesmo (sexta-feira), a pedagoga solicitou remanejamento. Tem uma coordenadora que está, inclusive, passando mal desde quinta-feira, quando aconteceu o primeiro ataque, que também pretende sair. Creio que mais professores vão pedir para sair. Sabemos de uns dois que pediram”, revelou uma profissional da escola, de 33 anos e que devido a represálias, pediu para não ser identificada.
Segundo professores, coordenadores e demais funcionários da escola, o problema na escola vai além dos ataques com rojões, que começaram na última quinta-feira. “Desde o início das aulas, os alunos já se demonstraram muito agressivos. Eles mandam o professor calar a boca. Fora as ameaças que alguns estão sofrendo”, apontou uma professora de 32 anos e que não quis se identificar.
Muito assustados e com medo do que possa acontecer nos próximos dias dentro da escola, os professores exigem mais segurança no local. “Os professores estão adoecendo. Tem gente que deu aula há uma semana e logo solicitou transferência. O professor que ainda está lá, podemos dizer que é guerreiro”, disse uma coordenadora, que pediu para não ser identificada.
A Prefeitura de Vitória foi procurada, na última sexta-feira (18), para comentar o caso. Por nota, a Secretaria de Educação de Vitória informou que, “tão logo tomou ciência da ocorrência, na tarde desta sexta-feira (18), acionou a Guarda Civil Municipal de Vitória (GCMV) e enviou uma equipe técnica ao local”.
Já a Secretaria Municipal de Segurança Urbana (Semsu) informou que “agentes de Proteção Comunitária da Guarda Civil Municipal de Vitória (GCMV) foram acionados pela direção para prestar apoio no atendimento aos alunos e servidores da instituição”.