- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Anúncio
CORONAVÍRUS

Idosos à espera da quarta dose

Preocupação de especialistas é com a queda da imunidade nesse grupo. Vacina só é aplicada em quem tem outras doenças

Lucio Pereira, 93 anos, disse que toma vacina se for preciso, pois há preocupação de especialistas com a queda da imunidade dos idosos

Última atualização

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:



 

A perda de imunidade contra a covid-19 em idosos, mesmo após aplicação da terceira dose da vacina, preocupa especialistas e já coloca essa faixa etária à espera da quarta dose.

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), de janeiro até a última quarta-feira, 2, o Estado registrou 812 mortes pelo novo coronavírus. Dessas, o Painel Covid-19 mostra que 660 (81,28%) são de idosos acima dos 60 anos. 

Outras 145 (17%) são de adultos de 20 a 59 anos; e 7 (0,86%) de crianças e adolescentes de 0 a 19 anos.

Especialistas explicam que, mesmo que os idosos tenham sido vacinados, isso ocorre devido ao envelhecimento imunológico, chamado de imunossenescência.

A pós-doutora em Epidemiologia Ethel Maciel destaca que, com a onda da variante ômicron, houve um aumento de internação de idosos, devido à diminuição de capacidade de defesa do organismo. Ela pontua também que estudos avaliam que em torno de quatro meses da dose de reforço há uma diminuição de imunidade em idosos.

“No Brasil, principalmente os idosos de 80 e 90 anos, já tomaram a dose de reforço há mais de quatro meses. Eles precisam de uma segunda dose de reforço para ampliar a resposta imunológica, ainda mais nesse período que vamos nos aproximar do outono e inverno”.

O geriatra Roni Mukamal ressalta que tem percebido mais internações de idosos. “Sabemos que eles têm uma resposta mais fraca e por isso se discute uma quarta dose”.

“Outro ponto é que a covid, mesmo que não venha mais grave, é suficiente para descompensar doenças crônicas, como do coração e pulmão que o idoso possa ter”, completa o médico.

A pneumologista Ciléa Victória Martins acredita que a quarta dose deve ser preconizada já que os pacientes idosos são maioria nos hospitais. “Os idosos que abriram a  guarda têm mais chance de ter covid e de forma mais agressiva”.

O aposentado Lucio Pereira, de 93 anos, que já está vacinado com as três doses, afirma que tomará a quarta, se assim for definido pelas autoridades.

Em nota, a Sesa ressaltou que a quarta dose, no momento, é ofertada somente para adolescentes, adultos e idosos imunocomprometidos, de acordo com a orientação do Ministério da Saúde. Em São Paulo, o governo pretende iniciar em abril a aplicação da quarta dose, mesmo sem definição do governo federal.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.