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POLÍCIA

Atirador matou dois em troca de 14 pedras de crack

Crime ocorreu em Vila Nova de Colares, na Serra

Três pessoas são assassinadas em um intervalo de seis horas

Última atualização

Foi em troca de 14 pedras de crack, que valem cerca de R$ 140, que Jonison Lage dos Santos, 31 anos, aceitou executar um homem em Vila Nova de Colares, na Serra. Além do alvo, ele acabou matando outro rapaz, que estava no bar, e não tinha nada a ver com a história.

“Em depoimento, ele confessa e diz que ganhou 14 pedras de crack para cometer o crime. Os demais executores, intermediário e mandante utilizaram Jonison por ser usuário de drogas e ter disposição para matar”, revelou o delegado Rodrigo Sandi Mori, titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra.

 













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De acordo com a polícia, antes do crime que aconteceu em dezembro, Jonison não tinha envolvimento direto com o tráfico de drogas: ele era usuário e cometia alguns furtos pela região. Agora, está na cadeia respondendo pelo duplo homicídio.

Quem encomendou o crime foi o traficante Eduardo Nascimento Loureiro, de 39 anos. Eduardo, que tinha ajuda da mulher nos “negócios”, não tolerava dívidas ou qualquer um que cruzasse seu caminho. Por isso, resolveu mandar matar Alex Morais Barbosa, 35 anos, em dezembro.

“Alex tinha saído recentemente da cadeia e passou a traficar por conta própria na rua da Fartura, o que acabou atrapalhando o tráfico de drogas comandado pelo casal Eduardo e Ingrid. Por esse motivo, ele foi morto”, explicou o delegado. 

O casal arquitetou o crime e forneceu a arma. O comparsa Genivaldo Ferreira da Silva, 29 anos, organizou a execução, escolhendo dia e local, além de dar cobertura a Jonison. Todos foram presos. 

A outra vítima que não tinha nada a ver com a história era Paulo César de Souza, de 47 anos. “Jonison chegou ao bar de bicicleta, sacou o revólver calibre 38 da cintura e começou a disparar na direção do Alex. Um desses disparos atravessou o corpo do Alex e atingiu fatalmente a virilha do Paulo”, afirmou Sandi Mori. 

Eduardo e Ingrid foram presos no dia 25 de janeiro, na BR-101, quando voltavam de São Mateus.

No mesmo dia, a polícia conseguiu capturar Jonison, em Vila Nova de Colares. Ele confessou o crime. Genivaldo, considerado o intermediário da execução, foi preso quando voltava de Aracruz, no dia 12 de março.

Preso um dos maiores traficantes

 













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Aliado a facções do Rio de Janeiro e outros estados, Eduardo Nascimento Loureiro, de 39 anos, era considerado pela polícia um dos maiores traficantes do Espírito Santo. Preso por um duplo homicídio na Serra, ele fornecia drogas para pelo menos quatro cidades. 

“A prisão do Eduardo significa a retirada de circulação de um dos maiores traficantes do Estado. Ele é membro do Primeiro Comando de Vitória, possui conexão com Rio de Janeiro e outros estados. Além de comandar pontos de tráfico em Vila Nova de Colares, ele também fornece drogas para Aracruz, Santa Teresa, Colatina e São Mateus”, revelou o delegado Rodrigo Sandi Mori, responsável pela investigação.

Em áudios coletados durante a investigação, foi possível ver a forma como ele ameaçava os rivais. 

“Fala com ele que vamos em Campo Grande e Porto Belo estourar sua cara. Pode falar. Essa dívida não vai ficar para trás. Ou você dá a metralhadora ou vamos atrás de você”, diz ele em um dos áudios, em que instruía um de seus gerentes sobre como ameaçar um homem que o devia, e iria pagar a dívida com uma arma. 

“A periculosidade do Eduardo fica evidenciada nos áudios em que ele ameaça e manda matar quem de qualquer forma ameaça seu caminho no tráfico de drogas”, reforçou o delegado.

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