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Veja os roteiros turísticos para colher a “fruta do dragão”

É possível visitar chácaras e pegar o fruto diretamente do pé

Lino Correia, de 77 anos, já possui mais de 3 mil pés de pitaya em sua plantação, no município de Guarapari

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A pitaya, também conhecida pelo nome de “fruta do dragão”, pela sua forma diferente e exótica, ganhou o paladar dos capixabas. E com o aumento do cultivo em diferentes regiões do Estado, agora ela é a nova opção do modelo colhe e pague.  

Nos municípios de Guarapari e Alfredo Chaves, os turistas podem visitar as plantações e colher as pitayas diretamente do pé. Um dos maiores produtores da fruta em solo capixaba fica em Guarapari. É o casal Marina Santos e Lino Correia, ambos de 77 anos. A plantação deles começou há seis anos na cidade. 

“A gente já cultivava mais de 80 qualidades de frutas exóticas, mas depois, pesquisando sobre outras frutas, encontramos a pitaya na internet. Descobrimos que não havia esse tipo de plantação aqui no Estado. E fomos em busca de mudas. Compramos na Argentina e começamos a plantar. Hoje, temos mais de 3 mil pés e vendemos para todo o País”, conta Marina.  

A ideia de fazer o “colhe e pague” veio da amiga e engenheira agrônoma Thereza Christina Barros, que sempre é procurada por turistas para passeios diferentes. 

“O agroturismo é uma nova aposta, e as pitayas não podem ficar de fora. Os turistas e os moradores têm o prazer de colher a fruta diretamente do pé”, disse Christina.  

 













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No Brasil, o cultivo da pitaya começou na década de 1990, com a produção concentrada  em São Paulo. A fruta também vem sendo cultivada em Israel e na China. No Espírito Santo, a fama dela aumenta a cada ano, e um dos motivos é o sabor suavemente adocicado.

 Os produtos afirmam, ainda, que a fruta possui inúmeros benefícios para a saúde. “Estudamos muito sobre a fruta. A pitaya ajuda a emagrecer e regula o funcionamento do intestino, além de ajudar na redução do colesterol e retardar o envelhecimento das células do corpo”, garante Marina.  

Para incentivar ainda mais a produção, Marina e o marido passaram a produzir mudas para que outras pessoas possam plantar.  

“Quando começamos era difícil de encontrar mudas, e hoje em dia nós fornecemos. Enviamos as mudas orgânicas para todo o Brasil e ajudamos quem quer aprender mais sobre o plantio”.

Paixão pelo fruto em Guarapari

Encantado com a fruta, o advogado Andrei Costa Cypriano decidiu plantá-la em seu sítio, na localidade do Lameirão, em Guarapari. Já são centenas de pés de pitaya.

Ele conta que começou plantando a pitaya da polpa branca,  e hoje já possui alguns pés da “amarela colombiana”, que ele considera a “mais docinha”. “A família ganha muitas frutas. É um prazer ver meus sobrinhos  sujos de pitaya”, conta.

A propriedade do advogado não é aberta ao público.   



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Suco e até milkshake de pitaya

Além de manter um colhe e pague em Alfredo Chaves, na região Sul do Estado, o produtor rural Eloilson Cetto, 51 anos, serve sorvete, suco e até milkshake de pitaya.

O produtor recebe visitantes todos os dias na plantação e na cafeteria que fica ao lado do local de cultivo. Ele conta que chega a vender cerca de oito toneladas da fruta durante a colheita, que vai do final de novembro ao início de julho. Atualmente, são 29 espécies de pitaya cultivadas por ele.

“A pitaya chegou na minha vida pela internet. Eu estava pesquisando  frutas exóticas e encontrei. Vi que tinha variedades e consegui encontrar mudas em São Paulo e no Paraná. Plantei 250 pés há seis anos, e hoje já são 1.200 pés”, contou.

Eloilson também produz suas próprias espécies: ele já criou duas. Uma delas veio no cruzamento entre a “amarela de Israel” com a “vermelha da Nicarágua”.   “A cor mudou um pouco, mas ficou ainda mais docinha”.  

Sempre curioso, Eloilson decidiu saborear a fruta de outras maneiras. Foram nove tentativas até o sorvete dar certo. “Eu faço com banana e bato as duas frutas com outros ingredientes. As pessoas têm gostado”, garantiu. 

Já o suco leva uma banda de limão, e por isso o sabor característico da pitaya muda um pouco. “O limão realça o sabor, e o suco, além de docinho, fica refrescante”.

 













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SAIBA MAIS


A fruta

– No Brasil, o cultivo da pitaya começou na década de 1990, com a produção concentrada em São Paulo. No Espírito Santo, a fruta vem ganhando fama nos últimos anos.

– A pitaya ganhou o apelido de “fruta do dragão” por conta de seu formato diferente e exótico.

– O sabor é conhecido por ser suavemente adocicado. 

– A fruta também traz benefícios para a saúde. Ela ajuda  a emagrecer, regula o funcionamento do intestino, ajuda na redução do colesterol e retarda o envelhecimento das células.

Plantação

– O plantio da pitaya é feito com o caule da planta retirado de uma planta mãe para se iniciar o cultivo.

– A escolha da planta mãe é importante, pois o novo plantio mantém as características da planta mãe.

– A floração ocorre entre os meses de outubro e abril, com picos de florescimento entre dezembro e fevereiro.  

– Os frutos são colhidos entre os meses de novembro e junho, e dependendo de como é produzida a colheita segue até agosto. 

 













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Propriedades

– Guarapari, colhe e pague por R$ 15: agendamento pelo telefone (28) 98801-699.

– Alfredo Chaves, colhe e pague por R$ 10: agendamento pelo telefone (27) 99945-1288.

Fonte: Especialistas consultados e pesquisa AT.

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