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REAJUSTE DE COMBUSTÍVEIS

Motoristas preveem mais cancelamentos em aplicativos

O presidente da Amapes destacou que o novo reajuste pode fazer com que motoristas desistam de trabalhar com aplicativos

Última atualização

O novo aumento no preço dos combustíveis vai impactar na vida de todos os brasileiros. Mas, em especial, na vida de quem depende do combustível para trabalhar, como por exemplo, os milhares de motoristas de aplicativos.  

“Temos muitos motoristas hoje, talvez mais de 50%, que utilizam o combustível líquido para trabalhar. E mais esse aumento vai ser um tiro para a gente, pois as coisas já vinham difíceis por causa do não reajuste das tarifas dos aplicativos”, explicou Luiz Fernando Muller, presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativos do Espírito Santo (Amapes).

Ele destacou que o novo reajuste pode fazer com que motoristas desistam de trabalhar com aplicativos. “Se formos colocar os custos, a gente para de trabalhar. Temos a sensação de que ganhamos dinheiro. Mas o dinheiro que a gente recebe simplesmente paga contas, troca-se moedas”, disse.

Luiz Fernando destacou ainda que espera que as tarifas dos aplicativos sejam reajustadas para que os motoristas não sintam tanto o impacto do aumento dos preços.

O presidente da Amapes falou sobre a frequência do cancelamento de corridas por parte dos motoristas. Segundo ele, em 90% dos casos não vale a pena para o profissional manter a corrida. Luiz Fernando disse que é possível que os cancelamentos aumentem.

“O que a gente orienta hoje é que só façam o seu serviço se valer a pena. Não podemos ter prejuízo fazendo o nosso trabalho. Hoje temos corridas que observamos que o motorista subsidia para o passageiro. Muitas vezes a tarifa mínima não paga nem um litro de combustível. É um problema.”


ENTENDA


Disparada dos preços

  • A Petrobras anunciou reajustes nos preços da gasolina e do diesel após quase dois meses de valores congelados nas refinarias.
  • O preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, aumento de 18,8%.
  • Para o diesel, o preço médio passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%.
  • Para o GLP, o preço médio de venda do GLP da Petrobras para as distribuidoras foi reajustado em 16,1%, e passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg.
  • O produto não era reajustado há 152 dias e custa atualmente no País R$ 102,64 o botijão de 13 kg, em média, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
  • Vale lembrar que o valor final dos preços nas bombas depende também de impostos e da margem de lucro de distribuidores e revendedores.

Fonte: Petrobras.

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