Resiliência é a capacidade do indivíduo se adaptar às adversidades, e a pandemia é um bom momento para desenvolver essa habilidade. Uma oportunidade de criar novos e bons hábitos, repensar a rotina, que segundo os médicos e psicólogos, não contribuem para boa saúde mental.
“Precisamos repensar a forma de pensar e viver a vida, valorizando nossa saúde mental e física, buscando conviver em paz e harmonia. Acredito que a busca espiritual é o caminho para que possamos encontrar o sentido e propósito da nossa existência humana e nos tornarmos mais fraternos e solidários, a despeito da disputa de poder”, pontua o psiquiatra Valdir Ribeiro Campos.
Além de buscar o lado espiritual, promover momentos de lazer e manter hábitos prazerosos são boas estratégias para promover a saúde mental na rotina, segundo o psicólogo Alexandre Vieira Brito.
“Aprender ou desenvolver alguma atividade ou hobby nos desafia a prosseguir e não parar, nos desloca a atenção, nos faz aprender algo novo, altera a rotina, pode levar a uma superação de si, e ajuda a cuidar do ócio, sem que ele se transforme em tédio”.
É preciso ter em mente que o cuidado com a saúde física também promove benefícios para a saúde mental, como ressalta a endocrinologista e estudiosa de Estilo de Vida Marina Pazolini.
“A atividade física tem um potencial enorme de promover saúde. Vai muito além de melhorar a saúde física. Também melhora a saúde mental e nos aproxima da saúde que merecemos. Lembrando que pode ser gratuita e tem apenas efeitos colaterais positivos”.
A psiquiatra Carolina Coser pontua que não é apenas dentro dos consultórios que se pode promover a saúde emocional, mas também com hábitos saudáveis no dia a dia.
Mudar não é fácil, como lembra a psicóloga Naira Delboni, mas é preciso dar o primeiro passo. “Às vezes, estamos em uma zona de conforto que, na maioria das situações, causa até mais desconforto, por conta da nossa rotina. É preciso quebrar esse ciclo. Dar o primeiro passo e se reinventar, para uma saúde melhor”.
Ainda se vive um estado de “angústia coletiva”, segundo a psicóloga Camilla Viana. “Por isso, é importante que cada um respeite seu limite emocional, físico e psicológico ao passar por este período de restabelecimento de rotina”.