O golpe do pagamento de precatórios está fazendo novas vítimas no Estado, desta vez com uma nova roupagem. De acordo com a Delegacia Especializada de Crimes de Falsificações e Defraudações (Defa), a cada dia, dois a três capixabas são enganados.
Agora os criminosos estão utilizando o nome de entidades sindicais, de advogados e até mesmo do presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Espírito Santo. O golpe é antigo, mas desta vez ocorre por meio de aplicativos de mensagens e pagamentos instantâneos.
Os golpistas entram em contato com a vítima por meio de telefonemas ou mensagens de WhatsApp, se passando por representantes de sindicatos e advogados para dar mais credibilidade. Após esse contato inicial, solicitam que seja feito contato com um número de celular, como se esse pertencesse ao presidente do IPAJM.
A partir daí, os criminosos anunciam o pagamento do precatório e dizem que, para obter uma Declaração de Isenção de Imposto de Renda, é necessário o pagamento de custas da suposta certidão, no valor que varia entre R$1 mil a R$ 4 mil. Após realizada a transferência ou o depósito, o criminoso envia um alvará falso atestando o pagamento.
O titular da Delegacia Especializada de Crimes de Falsificações e Defraudações (Defa) Douglas Vieira, explica que a Justiça não cobra nenhuma taxa para pagamento de precatórios. “É necessário que a população fique atenta aos golpes de precatórios para evitar ser vítima de fraude. Afinal, os golpistas se especializam nesse tipo de artimanha devido aos valores atrativos dos títulos judiciais”, ressaltou.
Segundo as investigações realizadas pela Defa, foi constatado que golpistas são de outros estados e realizam os contatos sempre pela internet, telefone ou e-mail, fazendo com que as pessoas tenham dificuldades para conferir as credenciais.
Os criminosos podem se passar por funcionários públicos, membros do Ministério Público ou da Justiça, a fim de dar seriedade e veracidade ao que dizem.
“Quando receber este tipo de ligação ou mensagem, questione sempre antes de seguir adiante e conte com o seu advogado de confiança. Afinal, é ele que acompanha o seu processo e pode trazer todas as informações necessárias para manter o seu benefício em segurança”, explicou o delegado.
O presidente-executivo do IPAJM, relata que estão utilizando seu nome, se aproveitando de sua antiga atividade do ramo da advocacia. “Não exerço a advocacia há anos e, em nenhum momento, fiz contato com os segurados para tratar de pagamento de créditos consignados em precatórios ou quaisquer outros tipos de pagamentos. Inclusive, nenhum dos números de celular utilizados para contato pertencem a mim. Ainda, vale registrar que a Constituição Federal não prevê viabilidade legal para que o IPAJM realize esse tipo de pagamento diretamente ao beneficiário”, destacou.