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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que os americanos não travariam uma guerra com a Rússia na Ucrânia, mas que defenderiam o território dos países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
“Se tocarem nos países da Otan, vamos responder”, disse Biden em uma conferência do Partido Democrata, na Pensilvânia.
O americano disse aos democratas que conversou por telefone, durante quase uma hora, com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky – o que, segundo ele, tem feito diariamente. Biden disse ter prometido ao líder ucraniano apoiar seu país com armas e ajuda humanitária. Além disso, o americano afirmou que os EUA estariam prontos para acolher refugiados.
Vodca
Mais cedo, o democrata anunciou uma nova rodada de sanções contra o governo de Vladimir Putin. Os EUA anunciaram que vão barrar a importação de diamantes e vodca da Rússia – e que com outros membros do G7, poderiam retirar do país o status comercial de “nação mais favorecida”.
A medida, se tomada pelo grupo das nações mais industrializadas do mundo, abriria caminho para aumentos de tarifas para produtos russos. O presidente Putin é um “agressor, o agressor”, disse Biden, e deve “pagar um preço”.
A aprovação final da retirada da Rússia do status comercial de “nação mais favorecida” será tomada em coordenação com os países do G7 e a União Europeia, e será decidida pelo Congresso, mas a Casa já se demostrou ser amplamente favorável.
“Esses são os passos mais recentes que estamos dando, mas não são os últimos passos que estamos dando.” disse Biden.
Ele também disse que os Estados Unidos adicionariam novos nomes a uma lista de oligarcas russos que são sancionados e proibiriam a exportação de bens de luxo para a Rússia.
Biden afirmou ainda que proibirá futuros investimentos dos EUA em qualquer setor da economia russa e espera assinar logo a lei orçamentária que inclui 13,6 bilhões adicionais em ajuda à Ucrânia.