Uma mulher e quatro homens foram presos, entre os meses de março e maio, acusados de matar um casal a tiros e pedradas na Serra. Além deles, outro ainda está foragido. O crime teria sido cometido pelo grupo contra Asclepíades Vieira Soares Júnior e Lais Paulo de Souza, em 30 de janeiro deste ano, no bairro Balneário de Carapebus.
Saiba quem são eles:
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> Carlos Henrique de Souza de Jesus, de 23 anos
> João Paulo Américo dos Santos, de 18 anos
> Tainara Faria de Souza, vulgo “Diaba”, de 24 anos
> Carlos André Costa Pimenta, de 20 anos
> Floriano dos Santos Silva Neto, de 22 anos
> Marlon Henrique Gonçalves de Oliveira – foragido
O crime teria sido motivado pelo envolvimento da vítima com o tráfico de drogas local. De acordo com a Polícia Federal, Asclepíades teria se mudado para Balneário Carapebus em agosto e se envolvido com o tráfico, onde seria o armeiro da gangue comandada por Floriano.
Dois dias antes do crime, a vítima teria delatado o endereço da casa de dois acusados (Tainara e Carlos André) em uma abordagem policial. Ao ficarem sabendo disso, o grupo fez uma reunião e arquitetou a morte de Asclepíades. Já Laís, que era companheira dele, foi morta por estar no local e por ser testemunha do crime.
Em coletiva de imprensa, o delegado da Polícia Federal Rodrigo Sandimori contou como o crime foi cometido.
“O João Paulo, que estava armado com uma pistola calibre 9mm, disparou contra Asclepíades, que tentou correr, mas foi alvejado com 7 disparos e caiu ao chão. Depois, o suspeito se virou para Lais e efetuou 2 disparos, que também a fizeram cair. Como as munições acabaram e as vitimas ainda estavam vivas, o Marlon, o Carlos Henrique e o André começaram a desferir vários chutes nas vitimas, que mesmo assim, continuaram respirando. Nesse momento, o Carlos André pegou uma pedra e jogou 4 vezes na cabeça da Lais, que foi a óbito no local. Logo em seguida, o Marlon pegou essa pedra e jogou duas vezes na cabeça de Asclepíades, que também foi a óbito”.
Os seis foram indiciados por crimes de homicídio qualificado de motivo torpe, cruel, sem possibilidade de defesa da vítima e também por associação ao tráfico de drogas.