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Criatividade

Piquenique entre novas alternativas de negócios

As atrações cada vez mais diferentes podem ser um importante atrativo para os consumidores

Última atualização

O consumidor está valorizando cada vez mais as experiências. Por isso, oferecer atrações diferentes pode ser um importante atrativo. Mas nem sempre há necessidade de um alto investimento. 

“As pessoas, às vezes, não conseguem acessar a questão afetiva. Querem materializar para cobrar mais caro e não entendem que, às vezes, o simples é o que dá certo”, explicou a consultora de empreendedores criativos Sandra Mara Selleste. 

Ela lembrou, por exemplo, que empreendedores estão trabalhando com piquenique em parques. Eles levam a toalha xadrez, todos os elementos necessários, como louças e lanches  e o cliente chega com a família para usufruir do momento. 

O presidente do Conselho Estadual de Turismo, Fernando Otávio, contou que existe uma experiência no Rio Grande do Sul em que o hóspede pode comprar a decoração do hotel, que é composta por obras de arte e artesanato local. “Favorece tanto  a experiência, quanto a economia local”. 

No Estado, segundo ele, há um potencial que não está sendo explorado. “Na região capixaba do  Caparaó, próximo a  Pedra Menina, por exemplo, faltam veículos para levar as pessoas às trilhas”. 

 O coordenador da Câmara de Empreendedorismo do Conselho Regional de Administração (CRA-ES), Glaucio Siqueira, explicou que o Estado precisa criar sua própria temática turística. 

“Quando a gente disputa com Nordeste, Rio de Janeiro, perdemos na competição. Precisamos entender: qual é a nossa vocação? Vejo o Espírito Santo como um grande centro de negócios e lazer.”

Ele lembrou que o Estado sedia congressos, eventos corporativos, convenções. “Esse turista deixa recursos, movimenta a economia e faz com que o Espírito Saia da linha do Nordeste e Rio de janeiro”. 

Inovação

Para inovar é preciso buscar conhecimento das mais variadas formas, ler, pesquisar, viajar, conhecer projetos e trocar experiências. 

A consultora de empreendedores criativos Sandra Mara Selleste explicou que é importante que os empreendedores observem o que eles têm no próprio espaço e ao redor. E a partir daí descubram como complementar os produtos ou serviços de acordo com as necessidades dos clientes.

Aposta nos locais públicos

 













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A empreendedora Claúdia Wander Maas é sócia de uma empresa que realiza piquenique. Os eventos vão desde festa de aniversário infantil até momentos românticos entre casais, nos parques, praias e praças de Vitória e Vila Velha.

Ela  monta a decoração, que envolve a toalha xadrez, mesinhas baixas, tenda, almofadas, tudo mais rústico, com cara de piquenique e indica um fornecedor que faz as comidinhas. Pela decoração os preços são a partir de R$450 para duas pessoas. O cliente escolhe o local e ela deixa tudo pronto. 

“É muito satisfatório principalmente quando  fazemos aniversário de criança. Os pais contam que em já pagaram muito mais por uma comemoração e que com o piquenique ficaram muito mais felizes”, revelou a sócia da Pic Nic Vitória.

Saiba mais

Entender o cliente é essencial!

Como pensar diferente  

> Para inovar é preciso aprender a partir do que se tem no seu espaço e ao redor e buscar entender o cliente. O que mais ele gostaria? Para isso, o ideal é fazer um formulário, com algumas perguntas. Avaliar as respostas e fazer um planejamento.

Planejamento

> Fazer um planejamento estratégico é extremamente importante para reduzir os erros e consequentemente as  perdas de  investimentos.

> Ele deve responder, por exemplo: o que quero ofertar? Para quem? Quanto custa? O que já tenho? O que vou ter que comprar? Preciso de uma preparação específica ou de um parceiro que domina a técnica?

Afetividade

> Muitas vezes o olhar do empresário é voltado para empreendimentos caros, mas nem sempre é luxo que o cliente busca. Um local com bom atendimento, acolhedor, que faz um resgate de memórias afetivas pode ser  encantador para o turista. Às vezes, o simples é que vai dar  certo.   

Fonte: Sandra Mara Selleste, consultora.

Self-service de cerveja caseira no Espírito Santo

 













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Os consumidores no Espírito Santo já conseguem comprar chope em máquinas de autosserviço. Os  sócios Bruno Medeiros e Augusto Sato da   startup Meu Chope.com que facilitaram a vida daqueles que gostam da bebida.

 A startup disponibiliza máquinas de autosserviço de cerveja artesanal com torneiras para que os clientes possam se servir  e pagar  de forma autônoma  na própria máquina.  “O consumidor depende de grandes marcas para distribuição e queremos ser o caminho de distribuição de um  produto de qualidade por um menor valor”, destacou Medeiros.

O líder de operações Fabrício Medeiros explicou que a ideia é fomentar e popularizar o chope artesanal local. “Como nosso equipamento é autônomo, a gente tira uma cadeia de custo e consegue diminuir o valor para o consumidor. Em um bar, por exemplo, além do custo dos insumos, tem custo do bar, dos funcionários, tudo vai encarecendo o próprio chope”. 

Ele explicou que existem duas formas de o cliente se servir: comprando direto da máquina e, pagando, a máquina libera o copo. Outra forma é fazendo o cadastro pelo aplicativo. “Fazendo a recarga o consumidor pode tirar por ml, provar um pouco de um, de outro”, detalhou. 

Os pagamentos são via  Pix e Picpay ou cartão de crédito. As máquinas são instaladas gratuitamente e já estão presentes em shoppings, condomínios, postos de gasolina. Preço: R$ 1,29 cada 100 ml.

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