- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Anúncio
RENDIMENTO ESCOLAR

Aprendizagem preocupa 57% dos pais, diz pesquisa

Rendimento das crianças foi afetado pela pandemia, segundo especialistas, e virou motivo de aflição para os pais

Ensino remoto deixou Andreza aflita sobre a aprendizagem dos filhos Lucas, de 5 anos e Alice, de 8 anos.

Última atualização

Participar da evolução da aprendizagem dos filhos, desde a primeira escrita do nome, é um motivo de orgulho dos pais. Após anos em ensino remoto, no entanto, a retomada presencial expôs uma defasagem preocupante e, mais do que nunca, o olhar ao futuro aflige as famílias.

A constatação é revelada por dados inéditos da última pesquisa “Atualidades Brasil”: 57% dos pais estão preocupados com a aprendizagem nas escolas. A queixa lidera um ranking de problemas educacionais apontados por 2.140 homens e mulheres, das classes A, B e C, ouvidos no fim de maio deste ano. 

O baixo rendimento escolar, embora não seja uma preocupação recente, se agravou com o ensino remoto emergencial em 2020 e 2021, aponta a doutora em Educação e professora da Ufes, Cleonara Schwartz.

“A pandemia tem grande impacto na aprendizagem e merece preocupação. O ensino remoto não foi suficiente para a educação, ainda mais em um caráter emergencial. A queixa dos pais é, também, histórica, e precisamos entender que as falhas nas políticas públicas educacionais precarizam a aprendizagem”.

 Giovana Ramos, orientadora do método de ensino Kumon, de Laranjeiras, na Serra,   analisa que a procura de famílias por aulas complementares à escola disparou na pandemia.   

“Crianças não têm poder de concentração por longo período em frente às telas. A pandemia agravou os problemas de aprendizagem. Estamos alfabetizando  crianças que estão no 3ª ano do ensino fundamental, por exemplo”.

Avanços após ensino complementar

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:



 

As telas mantiveram o vínculo  entre o pequeno Lucas, 5, e sua irmã Alice, 8, aos professores durante o ensino remoto emergencial. Mas por outro lado,  construíram uma nova aflição à administradora Andreza Castro, 41: a preocupação com dificuldades de aprendizagem dos filhos.

Ela conta que a aguardada retomada presencial às aulas foi comemorada pelas crianças, que pediam, no auge do desgaste emocional da pandemia: “Mãe, me leva para a escola?”. 

O retorno, contudo, expôs dificuldades de aprendizagem. “No início, as notas não estavam boas. Busquei aulas complementares e, agora, eles me surpreendem e avançam cada vez mais no conhecimento”.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.