A Polícia Civil divulgou na tarde desta quarta-feira (22) o laudo da morte de Adrielly Duarte, de 16 anos. Ela morreu após passar mal em um festival de música eletrônica, na cidade de Vila Velha, em abril deste ano. Ela foi levada até um posto médico por pessoas que estavam no evento, mas Adrielly faleceu depois que foi encaminhada a um hospital. A suspeita da família é que a estudante tenha tido uma overdose por uso de drogas.
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Segundo o órgão, a jovem veio a óbito por causa de uma “hipóxia devido insuficiência hepática aguda após uso de entorpecentes”. A polícia também informou que o caso segue sob investigação.
Com base nas informações da Polícia Civil, o neurocirurgião Wanderley Cerqueira de Lima explicou ao Tribuna Online que a adolescente morreu, provavelmente, por um “encadeamento de eventos”.
“Eu acredito que a causa principal da morte é toda uma depressão por excesso de droga no sistema nervoso, que causou falta de oxigênio no cérebro e na corrente sanguínea. O fígado está no caminho para metabolizar essa droga exógena, que deve ter sido uma droga pesada. Não foi uma droga qualquer”.
De acordo com o especialista, a hipóxia é a baixa quantidade de oxigênio nos tecidos humanos, sendo o mais sensível o cérebro. Ele conta que o fígado foi lesado por causa da droga ingerida.
“Provavelmente, os entorpecentes metabolizaram no fígado, fazendo com que ele fosse lesado de forma maciça. As substâncias que foram liberadas no fígado caíram na corrente sanguínea e foram para o cérebro, deprimindo o nível de consciência. Dessa forma, a pessoa não consegue respirar normalmente. E se ela não respira, não vai oxigênio nem glicose para o sangue e cérebro, que comanda tudo. E, com isso, o cérebro sofre danos importantes e para de funcionar, causando a morte”, explicou.
Adrielly morava com a mãe, Maria Rosemere Duarte, em Governador Valadares, Minas Gerais, mas viajou ao Estado para ficar com a irmã mais velha, que mora em Cariacica. À época, a mãe da adolescente revelou que um laudo apontou que várias substâncias como ecstasy e outras drogas sintéticas foram encontrados no organismo de Adrielly. “Ainda injetaram algo no braço dela”, afirmou ela.
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