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Com uma média de quatro furtos e roubos registrados por dia em Guarapari, a Polícia Civil fez um levantamento e constatou que 90% dos furtos na região urbana são cometidos por moradores em situação de rua.
As ocorrências ocorrem principalmente contra pessoas em via pública, estabelecimento comercial, residências e condomínios.
Imagens de segurança de furtos e roubos já se tornaram comum em grupos de WhatsApp da cidade, e o medo de ser alvo de arrombamento já fez com que lojistas pagassem em dinheiro a pessoas em situação de rua para que tomassem conta de suas vitrines.
Foi o que contou o superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Guarapari, Aguinaldo Ferreira Júnior.
“O furto é até pequeno em relação ao prejuízo que causam. Levam o fundo de caixa de R$ 100, R$ 200, mas quebram uma porta de vidro que custa mais de R$ 2 mil. Destroem prateleiras que levam semanas para ficar prontas. Por medo, comerciantes acabam pagando aos moradores de rua para vigiar suas vitrines”, disse Aguinaldo.
Computadores de uma faculdade particular, televisores de escolas, bicicletas de prédios e até pertences materiais de igrejas estão entre os registros de furtos e roubos.
De janeiro a maio, foram 542 ocorrências desta natureza. O delegado Guilherme Eugênio, titular da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Guarapari, afirmou que, quando se trata de um morador de rua, a punição passa a ser mais difícil.
“Comumente, eles não têm ou não portam documentos, informam dados falsos e não são cadastrados no sistema público.”
Prejuízo
Há casos em que o mesmo morador de rua arrombou por três vezes o mesmo restaurante no Centro. O prejuízo para a comerciante ultrapassa os R$ 30 mil. O criminoso não foi preso.
Restaurante: Arrombou mesmo local 3 vezes
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Um mesmo restaurante foi arrombado três vezes em menos de três meses, e pela mesma pessoa, um morador em situação de rua.
O último arrombamento foi na madrugada do último dia 29.
Após o segundo arrombamento o rapaz até chegou a ser preso pela polícia militar, mas foi liberado na audiência de custódia, e voltou a roubar o restaurante que fica no bairro Parque Areia Preta, na região central da cidade. Há ainda caso de igreja invadida e roubada.
Lojistas pedem mais câmeras
Para reduzir o número de furtos e roubos diários em Guarapari, os comerciantes pedem o retorno do funcionamento integral do videomonitoramento, com câmeras funcionando e agentes para acompanhar as imagens em tempo real.
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O superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Guarapari, Aguinaldo Ferreira Júnior, disse que o videomonitoramento é uma ferramenta primordial para a redução desse tipo de crime.
“O número de câmeras funcionando é cada vez menor por falta de investimento em manutenção. Das 80 câmeras instaladas em 2013, fomos informados que há menos de 30 funcionando, mas sempre quando a polícia precisa das imagens, descobre que a câmera não está funcionando, ou não gravou.”
O presidente do Conselho Estadual de Turismo (Comtur) e membro do Sindicato da Construção Civil de Guarapari (Sindicig), Fernando Otávio, frisa que só as câmeras não resolvem, é necessário que haja agentes suficientes.
“Hoje sabemos que são três agentes no videomonitoramento, e se houver 27 câmeras funcionando como nos foi informado, somente três pessoas não conseguem acompanhar. Tem o turno da manhã, da tarde, da noite, da madrugada, sete dias por semana.”
As 80 câmeras foram instaladas em 2013 pelo Governo do Estado, e a responsabilidade de manutenção e custos com o operacional são de responsabilidades da prefeitura.
Questionada quanto ao número de câmeras em funcionamento, sobre o número de agentes que fazem o monitoramento das câmeras, e a previsão para o reparo das câmeras danificadas, a prefeitura só respondeu que o município recentemente realizou manutenção elétrica e da conexão do sistema e aguarda a SESP/ES iniciar a recuperação de todo o sistema no Estado, contemplando Guarapari.