Uma mulher viveu um episódio que, para muitos, seria um pesadelo, ao ficar com uma barata presa no ouvido por mais de 24 horas. O caso aconteceu em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio.
Aline Lopes contou que foi ao hospital, mas só conseguiu remover o inseto vinte e quatro horas depois, em uma clínica particular, devido à falta de material na rede pública de saúde. As informações são do g1.
“Foram horas de agonia com ela me mordendo e mexendo”, contou ela.
|
Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda: false
Alinhar à direita: false
Alinhar ao centro: true
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:
A mulher relatou que estava dormindo na casa da sogra quando acordou desesperada ao sentir que algo havia entrado em seu ouvido. Ela foi até o hospital do bairro, mas a unidade não possuia especialista de plantão e nem material adequado para realizar o procedimento.
Aline foi orientada a buscar atendimento na cidade vizinha em Macaé ou São Pedro da Aldeia, onde os enfermeiros tentaram retirar a barata com um material improvisado, mas não tiveram sucesso.
“Uma doutora tentou tirar o bicho com o sugador e começaram a mexer no meu ouvido de novo, que já estava com o tímpano muito machucado por conta da barata e por conta do alicate que estavam enfiando. Eu sentia muita dor e eles me sedaram”, contou Aline ao g1.
Segundo a paciente, também sem sucesso, a unidade de saúde tentou enviar ela para um hospital do Rio de Janeiro, mas não conseguiram a vaga.
Retirada realizada
A barata só foi retirada nesta segunda (06), depois que o médico de uma clínica particular, Dr. André Defaveri , ficou sabendo do caso e entrou em contato com Aline para retirar a barata. O procedimento foi feito por ele, que é médico otorrinolaringologista, e não foi cobrado.
O que dizem as prefeituras
Em contato com a Prefeitura de Cabo Frio e de São Pedro da Aldeia sobre o atendimento prestado nas unidades, o g1 recebeu as seguintes notas:
Nota da Prefeitura de São Pedro da Aldeia:
“A Secretaria de Saúde informa que a paciente, moradora de Cabo Frio, deu entrada no Pronto Socorro de São Pedro no domingo (05/06), com relato de corpo estranho no ouvido direito (barata). A paciente relatou também que estava em outro hospital e que houve a tentativa de retirar, porém sem sucesso. A gestão municipal solicitou avaliação do otorrinolaringologista, onde foi regulada via SER – Sistema Estadual de Regulação, negada pelo Hospital Estadual Roberto Chabo (HERC), referência na região, por ser fora do perfil da unidade. A Secretaria de Saúde solicitou, ainda, a vaga zero (urgência) à Central Estadual de Regulação e fez contato com o município de Cabo Frio, onde conseguiu o atendimento com o otorrino do ambulatório do PAM cabofriense. Ao comunicar a paciente, a mesma informou que havia conseguido atendimento em uma clínica particular”.
Nota da Prefeitura de Cabo Frio:
“A Prefeitura de Cabo Frio informa que o atendimento à paciente em questão foi realizado na emergência do Hospital Otime Cardoso dos Santos. Por se tratar de um caso específico, em que é necessária a atuação de médico especialista, foi agendado atendimento no PAM de São Cristóvão, para hoje [nesta segunda], às 11h, com um otorrinolaringologista. Contudo, a paciente conseguiu atendimento antes deste horário em clínica particular”.
Apesar da Prefeitura de Cabo Frio informar sobre o agendamento feito no PAM, a paciente disse que não foi comunicada sobre esse agendamento e que soube pelo jornal, que foi ao ar meio-dia.