Com uma população de menos de 600 golfinhos, os mamíferos da espécie Pontoporia blainvillei, também conhecidos como toninhas, correm risco de extinção no Estado e a causa são as redes de pesca.
O alerta é do presidente do Projeto Baleia Jubarte, Eduardo Camargo, após monitoramento feito no Estado e no Rio de Janeiro.
“Esta população tem ficado mais isolada e conseguimos identificar até diferenciações genéticas, o que aumenta ainda mais o risco de extinção”, afirma Eduardo.
Ele destaca que a espécie tem incidência no litoral Norte do Estado, de Aracruz até a divisa com a
Bahia. Porém, é na foz do Rio Doce, em Linhares, e em Barra Nova, São Mateus, que são registradas as maiores ocorrências.
“Não é a rede de arrasto. É a rede de emalhe, aquela que o pescador coloca no mar a até 4 km de distância da costa, até 20 metros de profundidade, e espera por algumas horas para ver se capturou os peixes. A captura das toninhas, nesses casos, é acidental”, diz Eduardo Camargo.
A toninha é considerada o “golfinho invisível” por sua natureza mais discreta e, por isso, é difícil de ser encontrada. Elas vivem em grupos pequenos de até cinco indivíduos.
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O animal vive em águas rasas perto da costa. De tamanho pequeno, mede cerca de 1,5 metro de comprimento e se reproduz uma única vez a cada dois ou três anos.
Segundo o coordenador de Pesquisa do Instituto Milton Marcondes, coordenador de pesquisa do instituto, as toninhas ocorrem só na faixa que vai do litoral do Brasil, começando no Espírito Santo, até a Argentina.
“Claro que temos que nos preocupar também com a ocupação do litoral, com a construção de portos, liberação de esgoto, lixo marinho. Mas, principalmente, a pesca de emalhe é o que está causando a maior mortalidade”, disse Milton.
No Espaço Baleia Jubarte, na Praça do Papa, em Vitória, há uma exposição sobre as toninhas. As visitas são guiadas e custam R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada. De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, é possível ter mais informações sobre este animal ameaçado.
“Mostramos as características, os problemas e tem até o esqueleto de um animal, que foi encontrado encalhado”, disse Paulo Rodrigues, coordenador do projeto.