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Tempo seco provoca recorde de incêndios no ES

Combinação do tempo seco com os ventos aumentou ocorrências no Estado. Só no mês de agosto, foram 845 registros

Incêndio atingiu vegetação no Parque da Fonte Grande, em Vitória

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A combinação do tempo seco, ventos e da ação do homem, seja ela direta ou indireta, é a causa do aumento 82,11% nos incêndios na vegetação do Estado no mês de agosto, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 845 ocorrências, contra 464 no mesmo mês de 2021, segundo dados do Corpo de Bombeiros. 

“Além da operação padrão, tem a Operação Estiagem, que deixamos a estrutura do Corpo de Bombeiros de sobreaviso”, diz o major Carnielli. 

Ele observa  que a Operação Bioma Mata Atlântica destaca o efetivo atual direto para as ocorrências no meio rural, sendo esses fatores para mais atendimentos.

 O major Carnielli observa que 90% dos incêndios são causados pela ação do homem. Até agosto, foram 2.727 ocorrências, contra 2.820 em todo ano passado. 

 













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Ontem, bombeiros foram acionados para conter um incêndio no Parque da Fonte Grande, em Vitória. Segundo o administrador do parque, Jean dos Santos, toda a comunidade se mobilizou. “Tivemos o apoio da comunidade, do Corpo de Bombeiros, de brigadistas de incêndio de todos os parques”. 

 













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O parque ficou fechado para o combate às chamas, que se iniciaram na quinta-feira. O secretário municipal de Meio Ambiente de Vitória Tarcísio Föeger afirma que há indícios de que o incêndio no local tenha sido criminoso. “Há fortes indícios que tenha sido para ocupar áreas irregularmente. Deslocamos efetivo da Guarda para reforçar a fiscalização”.

Segundo a meteorologista Noele Brito, do Climatempo, hoje a umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 30% no Estado. “O fogo acaba se alastrando em menos tempo, pois a vegetação já está seca”. 

E a baixa umidade do ar causa problemas de saúde, como destaca a médica Milena Piana. “Temos um número aumentado de infecções virais respiratórias, além da piora dos sintomas alérgicos”

Entre os sintomas estão olhos secos e irritados, a pele  seca, descamando, coceira e lábios ressecados. Milena recomenda ingerir bastante líquido; lavar nariz e olhos com soro fisiológico; e evitar exercícios físicos entre 10h e 17h.

 Rio Jucu com nível crítico

A vazão do Rio Jucu, que abastece a Grande Vitória, está abaixo do nível crítico, de acordo com o Boletim de Acompanhamento Hidrológico, divulgado ontem pela Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH).

Segundo o Boletim 165/2022, a vazão do rio foi monitorada em dois pontos: Rio Jucu Braço Norte – Estação PCH São Pedro Montante e Rio Jucu – Estação Fazenda Jucuruaba.

Considerando os últimos 30 dias, no primeiro ponto, a média mensal de longa duração é de 8.694 mil litros por segundo (l/s). A vazão crítica é de 5.793 l/s e a vazão atual do rio é de 5.232 l/s.

Já no segundo ponto, a média mensal de longa duração é de 15.970 mil litros por segundo (l/s). A vazão crítica é de 9.450  l/s e a vazão atual do rio é de 8.588 l/s.

Por sua vez, o Rio Santa Maria da Vitória, que também abastece a Grande Vitória, está com a vazão próxima da crítica.

O monitoramento foi realizado na Estação Fazenda Santa Rosa e teve como resultado a média mensal de longa duração de 7.526 mil litros por segundo (l/s). A vazão crítica é de 2.895 l/s e a vazão atual do rio é de 4.202 l/s.

Devido à falta de chuvas e à baixa vazão dos rios, o governo do Estado decretou estado de atenção sobre a situação hídrica, no mês passado, porém, descartou risco de desabastecimento.

Ontem, o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do Rio Santa Maria da Vitória, Tarcísio Föeger, afirmou que se a estiagem se prolongar no Estado, a situação tende a se agravar.

“Se nada for feito, só ‘alerta’ não resolve. Precisa ter preservação das áreas verdes e políticas de reservação hídrica. Se não tivermos o retorno da estação chuvosa em um mês e meio, a situação é preocupante”, afirmou.

Föeger lembrou dos prejuízos para o homem do campo. “Estamos em uma época de estiagem e o resultado é este. Logo, logo o produtor rural pode ficar sem condições de produzir alimentos”.

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