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ELEIÇÕES 2O22

“Vou ajudar nas eleições enquanto estiver vivo”, diz mesário mais antigo do ES

Empresário de São Mateus tem 89 anos, trabalha nas eleições desde 1962 e diz que é um serviço para o País: “Amo o que faço”

Sêo Moreira fez treinamento do cartório eleitoral para se preparar e gosta de falar de sua experiência aos jovens
Foto de perfil de Clóvis Rangel

Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

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No dia 2 de outubro, enquanto adolescentes irão votar ou trabalhar pela primeira vez nas eleições para presidente, governador, senadores e deputados federais e estaduais, Sêo Moreira faz as duas ações há seis décadas.

Considerado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) o mais antigo mesário do Espírito Santo em atividade, o empresário Alfredo Moreira Júnior, de São Mateus, Norte do Estado, tem 89 anos e afirma que nem pensa em aposentar-se da longa carreira voluntária.

“Enquanto eu tiver vida, não vou parar. Enquanto eu tiver vida, estarei de pé e às ordens e pronto para ajudar o Tribunal Eleitoral a trabalhar para o bem do País. Amo o que faço lá”, disse.

Alfredo mora com a família no bairro Boa Vista e disse que, além de mesário, também é presidente da seção onde presta serviço no Colégio Conhecer, na sede do município. Após todos esses anos de trabalho, muitas coisas mudaram no processo eleitoral.

Sêo Moreira lembra com carinho da primeira eleição que trabalhou, em 1962, e da evolução na escolha dos candidatos.

“Antigamente tudo era no papel, para fazer a apuração, era tudo mais difícil. Hoje, não. É tudo automático, é tudo muito mais tranquilo. Acontecia muita impugnação de urna por desconfiança, dava muito trabalho nas apurações”.

Ativo, este ano ele fez treinamentos do Cartório Eleitoral pela internet e ainda gosta de falar sobre sua experiência aos mais novos.

“Eu não entendo por que muitos jovens de hoje reclamam quando são selecionados. Digo que não deveriam se sentir assim, pelo contrário, deveriam se sentir importantes. É um serviço para o País. Nunca reclamei, nunca achei que fosse um dia perdido. As pessoas têm de enxergar o lado positivo das coisas.”

E na família do Sêo Moreira, o amor pela Justiça Eleitoral virou até herança. A filha dele, a advogada e funcionária pública Cristina Moreira da Cunha, de 53 anos, contou que também se apaixonou por esse tipo de voluntariado e virou mesária há 20 anos.

“Eu vejo que nós temos que exercer a nossa cidadania, independente da condição social, ponto de vista ideológico, partidário, político. A gente deve participar ativamente da nossa nação e ver a oportunidade de votar e trabalhar nas eleições como um privilégio”.

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