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ECONOMIA

Espírito Santo lidera consumo nas classes C e D

Estado foi o que apresentou maior alta no País. Crescimento nos gastos foi de 20,9% em junho, na comparação com junho

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Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

Última atualização

O Espírito Santo foi o estado que apresentou o maior crescimento no consumo das classes C e D em julho ante junho no País. Os gastos dos capixabas tiveram alta de 20,9%. 

Mato Grosso ficou em segundo lugar, com 19,6%.

O Espírito Santo teve como principal carro-chefe o setor de companhias aéreas, com incremento nesse período de 111%.

Os dados são da Pesquisa de Hábitos de Consumo da Superdigital, fintech do Grupo Santander, focada em inclusão econômica.

Além do destaque em companhias aéreas, os capixabas observaram alta nos setores de prestadores de serviços (68%), hotéis e motéis (32%), rede online (30%), supermercado (18%), serviços (18%) e restaurante (17%).  

Em contrapartida, os setores que apresentaram queda no período foram telecomunicação (-53%), diversão e entretenimento (-36%), automóveis (-16%), lojas de roupas (-15%), combustível (-14%), drogaria/farmácia (-9%), lojas de artigos diversos (-6%) e Transporte (-6%). 

O consumo das classes C e D no Brasil aumentou 8% em julho ante junho deste ano, de acordo com a Superdigital. 

Na pesquisa, todas as regiões do Brasil mostraram aumento no consumo, com o Norte impactando mais no resultado (11,5%). Nas demais regiões, o Centro-Oeste fechou com alta de 9,4% no consumo, seguido do Sudeste (8,4%), Sul (8,3%) e Nordeste (6,6%). 

Luciana Godoy, CEO da Superdigital Brasil, afirma que “o consumo das famílias mostrou uma melhora em julho e esperamos que permaneça nos próximos meses, já que a inflação tem mostrado algum recuo e o pagamento do novo auxílio será efetuado a partir de agosto”, afirma a executiva. 

Os setores que se destacaram com as altas mais significativas foram supermercados (12%), restaurantes (12%), prestadores de serviços (6%) e transportes (4%)

Já os setores que mostraram quedas no consumo foram de rede Online (-12%) e roupas (-4%). 

O levantamento mostrou que o principal gasto no orçamento continua sendo com supermercado (38,8%), seguido de restaurante (13,7%), lojas de artigos diversos (10,2%), e combustível (6,8%). 

Outro dado da pesquisa mostrou que 87% dos gastos totais foram feitos presencialmente, mantendo o indicador de junho.

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