|
Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:
O gás natural veicular (GNV) está mais caro e deixando de ser vantajoso em alguns lugares do Brasil. Mas será que essa realidade também vale para o Espírito Santo?
A reportagem pediu ao matemático, doutor em Contabilidade e Administração, mestre em Economia e professor da Fucape, Danilo Soares Monte-mor, para fazer os cálculos.
Para isso, foi considerado o preço médio da gasolina: R$ 5,29 o litro e do GNV: R$ 5,10 o m. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e levam em consideração os preços dos dias 28 de agosto a 3 de setembro, no Estado.
O matemático explicou que se um condutor abastecer o carro com R$ 100 de gasolina, considerando o consumo médio de 10,7 km por litro, vai colocar 18,9 litros de gasolina e rodar 202,23 km.
Já utilizando o gás, com os mesmos R$ 100, considerando que o consumo médio é de 13,2 km/m, ele vai conseguir colocar 19,60 m de gás e percorrer 257,72 km.
Na prática, com o mesmo valor, o consumidor vai percorrer mais quilômetros com o carro a gás. “O GNV é 27,93% mais eficiente que a gasolina”, frisou o matemático.
Porém, o professor destacou que outros fatores também influenciam na conta, como a quilometragem percorrida por dia. Há ainda condutores que já fizeram o investimento na conversão para o uso do gás natural e aqueles que ainda vão fazer.
“Para quem percorre pequenas distâncias, o custo do investimento é muito alto. Mas é uma alternativa para distâncias maiores”. Quem percorre em média 100 quilômetros por dia acaba tendo o retorno do investimento em cerca de 13 meses (veja tabela ao lado).
E para quem já tem um carro e não abre mão de ter veículo próprio, ele explicou que o investimento se paga, ainda que no longo prazo. Além disso, é preciso considerar os custos de manutenção.
O presidente da Associação dos Motoristas por Aplicativo do Estado (Amapaes), Luiz Fernando Muller, destacou que com a redução do preço da gasolina, motoristas estão tirando o GNV do carro.
“Minha orientação é não tirar”. Ele lembra que a medida provisória contribui para a queda no preço da gasolina e tem vigência até o fim deste ano. Ele acredita que a partir do ano que vem o preço do barril de petróleo volte a subir, elevando o preço da gasolina, tornando o GNV atrativo.
|
Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:
Alta atinge produção de fertilizantes
O corte no fornecimento de gás natural pela Rússia tem aumentado o preço dos fertilizantes, já que os insumos que compõem o produto – como ureia e sulfato de amônio – são oriundos do gás.
“Se a Rússia corta ou diminui o fornecimento por tempo indeterminado para a União Europeia, há a diminuição deste produto no mercado mundial. Como consequência há o aumento no preço do gás, que acarreta na elevação no custo dos adubos”, explica o coordenador técnico da Natufert, Otávio Araújo.
Ele destaca que os fertilizantes organominerais são compostos por matéria-prima orgânica e mineral, mais independente dos recursos importados.
ANÁLISE
“A regulação do preço da gasolina não deve ficar por muito tempo”
“Diferente dos combustíveis fósseis, como a gasolina, que temos opções de compra e importadores, no caso do GNV o único importador habilitado no Brasil é a Petrobras, que o traz pelo gasoduto vindo da Bolívia. Ou seja, existe baixa concorrência.
Ainda assim, nós tivemos algumas medidas do governo que contribuíram para redução da gasolina para o consumidor final. Já o preço do GNV é um pouco mais delicado por conta da importação limitada, dólar e a falta concorrência para baixar o preço.
De toda forma, acredito que por um tempo ainda continue compensando o uso do GNV, já que essa regulação do preço da gasolina não deve se sustentar por muito tempo.
Entendo que é muito cedo para quem fez a conversão pensar em retirar o kit gás, que tem um custo elevado, tanto para a instalação quanto para desinstalação. Assim faz sentido postergar a decisão, para quem sabe, depois das eleições.
Um fator adicional que gerou uma pressão para os preços elevados do GNV é a própria escassez da commoditie global, onde a crise que se instaurou na Europa, quando a Rússia cortou o abastecimento, e exigiu do Governo Europeu medidas emergenciais”.
Fabricio Norbim, especialista em investimento