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TENDÊNCIA

Empresas oferecem até seguro para bikes

Só neste ano, a expectativa é de que sejam produzidas 750 mil bicicletas no Brasil

Gisele Dona Bernabé e Luis Gustavo Lopes contrataram seguro bike

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As bikes se tornam, cada vez mais, um sonho de consumo da população, e o mercado acompanha a tendência com inovações constantes. 

Com o crescimento das vendas de bicicletas, principalmente após a pandemia, as empresas expandiram um serviço para garantir a segurança e o conforto dos usuários: os seguros.

Só neste ano, a expectativa é de que sejam produzidas 750 mil bicicletas no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

O medo de roubos e de danos por acidentes são os principais motivos para o oferecimento do serviço. O sócio-gerente da Celeiro Bike Shop, Sérgio Carvalho, conta que, por R$ 225, já é possível garantir um seguro para bicicletas. A adesão do serviço já é significativa e vários clientes foram assistidos nos últimos três anos, conta.

“As bicicletas se tornaram um bem vulnerável, assim como os carros e motos. Oferecemos seguros para garantir a segurança, o conforto e a tranquilidade dos clientes. Até mesmo as bicicletas populares, a partir de R$ 800, podem ter seguros. Para as bicicletas mais caras, reforçamos a indicação”.

 O proprietário da Vitória Pedal, Fernando Gorza, conta que os serviços para garantir a segurança e o conforto dos usuários acompanham o crescimento do uso de bicicletas no Estado. Os seguros ganham cada vez mais adeptos, conta.

“Hoje, as seguradoras oferecem planos para bicicletas. Temos um mercado em tanta expansão que algumas marcas já até oferecem um ano gratuito de seguro para o modelo performance, além das bikes elétricas. As bicicletas têm alto valor. As mais caras da loja estão a partir de R$ 15 mil”. 

A empresária Gisele Dona Bernabé, 37, e o funcionário público Luis Gustavo Lopes, 43, participam de campeonatos de mountain bike há dois anos e, por isso, investem em bicicletas de performance. As bikes do casal custam R$ 30 mil e R$ 18 mil, respectivamente. Para garantir a segurança, eles contrataram seguro bike. 

“É perigoso pedalar, principalmente quando pedalo sozinha. Uso minha bicicleta todos os dias, tenho a oportunidade de admirar as belezas de Guarapari e me sinto mais tranquila em transitar pela cidade com o seguro bike”, conta Gisele. 

Acidentes graves crescem 48%

A cultura das bicicletas oferece a perspectiva de uma nova mobilidade nas grandes cidades do Estado, mas ainda enfrenta uma inimiga: a violência no trânsito.

O número de ciclistas vítimas de acidentes graves de trânsito, que provocaram hospitalizações por, ao menos, 24 horas, cresceu 48% no Estado.

O índice se refere à comparação entre o número de acidentes em 2019 e em 2021. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), foram 189 acidentes em 2021, contra 123, em 2019. O crescimento foi maior do que a média nacional, que ficou em 30%, no mesmo período.

O diretor da Abramet, Dirceu Alves, destaca a falta de conscientização sobre a segurança no trânsito e o modelo de cidade voltado à utilização de veículos como fatores por trás dos acidentes com ciclistas em todo o país.

“As cidades brasileiras são projetadas para o carro, o ônibus e o caminhão. Não há dúvidas de que a falta de estrutura para os ciclistas é uma condição importante no aumento dos acidentes, além da falta de conscientização e de educação no trânsito. Há muita falta de respeito e de gentileza no trânsito”.

Ele explica, ainda, que a superação do problema depende do investimos em campanhas educativas. “Precisamos desenvolver uma cultura de segurança no trânsito. A frota de bicicletas aumentou e contribuiu para essa realidade. A bicicleta já se tornou um meio de transporte comum, saudável e fácil, principalmente em cidades planas”.

Já a fundadora do Multiplicidade Mobilidade Urbana, Glaucia Pereira, aponta que é necessário repensar a velocidade no trânsito para evitar acidentes graves. 

“O grande desafio  é a velocidade. As pessoas acreditam que precisam dirigir a 60 ou 70 km por hora para chegar mais rápido aos destinos, sendo que o importante é todos chegarem  seguros, sem acidentes. A sociedade precisa subverter essa lógica da velocidade. Isso já evitaria muitas mortes”.

Mobilidade ativa até o trabalho

 













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As amigas Carliana Aparecida Ribeiro, 28 anos, e Amanda Silva Leandro, 32 anos, trabalham na mesma empresa e aproveitaram o aumento do preço da gasolina para adquirir um novo hábito, há cerca de quatro meses: pedalar até o trabalho.

Agora, elas saem de Jacaraípe para Laranjeiras, na Serra, todos os dias, pedalando.

“Ficávamos muito tempo no trânsito. Vendi minha moto e comprei uma bicicleta para me deslocar ao trabalho. Me sinto mais bem-humorada”, conta Carliana.

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