Os irmãos Brenda Olaia, 24 anos, e Breno Olaia, 23, dividem a paixão pela confeitaria, mas também a luta contra o excesso de peso. Os dois jovens irmãos pesavam juntos 350 quilos até resolverem fazer a cirurgia bariátrica.
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Brenda conta que ela e o irmão lutam contra a balança desde crianças e que a obesidade desencadeou outras doenças. Só nos últimos dois anos eles engordaram 40 quilos cada um, e até a caminhada na praia se tornou um martírio.
“Lutamos com a balança desde crianças. Já tentamos de tudo, desde orientação profissional a remédios, mas nunca nos livramos da obesidade. O problema maior veio quando a obesidade nos desencadeou outras doenças. Meu irmão desenvolveu até doenças cardíacas”, disse Brenda.
A obesidade também gerou baixa autoestima. Coisas comuns, como se enrolar na toalha ou andar de ônibus, começaram a ser evitadas.
“A toalha não fecha na gente. Não podemos mais andar de ônibus porque não tem como passar na roleta. Mesmo que a dieta ou o remédio pareça o mais eficaz possível, nunca vimos resultados, porque a obesidade é uma doença, e ela não se cura da noite para o dia”, desabafa.
Indicada pelos médicos, os irmãos decidiram encarar a cirurgia bariátrica, que foi realizada há 14 dias. “Queremos ir à praia, praticar atividades físicas, viver todos os dias como não vivemos. Com tranquilidade e sem o cansaço que a obesidade nos causou”, completa.
Alimento ultraprocessado pode prejudicar a memória
Um estudo americano publicado este ano em revista científica sugere que alimentos ultraprocessados podem afetar a memória dos idosos, além de causar várias doenças, como já comprovado. Os dados da pesquisa ainda são preliminares, mas acendem mais um alerta a respeito dos ultraprocessados.
Um levantamento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), de 2019 e 2020, mostrou que entre os entrevistados de 18 a 55 anos houve um aumento de 30% para 35% no consumo de salgadinhos e biscoitos e outros alimentos ultraprocessados.
“Esses alimentos burlam o sistema de fome e saciedade, fazendo com que consumamos maior quantidade e logo favorecem o ganho de peso”, explicou a endocrinologista Marina Pazolini.
Consumir esse tipo de alimento com frequência traz prejuízos para a saúde, como alerta a nutricionista da Medquimheo Naira Fraga. “Diariamente estamos rodeados de alimentos ultraprocessados que, geralmente, são opções práticas e saborosas, mas nem um pouco inofensivas. O consumo elevado podem contribuir para um ganho de peso e, consequentemente, o aumento de doenças relacionadas ao sobrepeso, como o câncer”.