O câncer de bexiga é uma doença silenciosa que atinge, em sua maioria, o público masculino. Dados mais recentes disponibilizados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) dão conta que cerca de 7.500 homens descobrem a doença anualmente.
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O apresentador Celso Portiolli e o empresário Roberto Justus fazem parte dessa estatística. Eles desenvolveram a doença recentemente e têm feito relatos sobre o tratamento nas redes sociais.
Apesar da doença ser mais comum entre homens, as mulheres também estão sujeitas a desenvolverem o câncer. Ainda segundo dados do Inca, cerca de 3 mil descobrem a doença por ano. Geralmente, o principal sinal do câncer de bexiga é o sangramento que ocorre no momento que o paciente urina.
O tipo mais comum desse câncer, segundo os especialistas, é chamado de carcinoma urotelial, que é quando a doença atinge a camada que reveste a bexiga.
Segundo o oncologista Fernando Zamprogno, é importante se atentar às diferenças do sangramento do câncer de bexiga e de cálculos renais.
“As duas doenças apresentam sangramento na urina, porém o do cálculo vem acompanhado de dor. Quando é câncer, na maioria das vezes, o paciente não sente dor”, pontuou.
Esse tipo de câncer não possui fatores genéticos para o desenvolvimento. Segundo Zamprogno, o maior vilão, neste caso, é o cigarro.
“O tabagismo é o grande inimigo. É mais um motivo para não fumar. Os dados apontam que 70% a 80% dos casos acontecem entre os fumantes”, ressaltou.
A partir do momento do diagnóstico, é preciso saber se a doença está na fase inicial. Para isso, de acordo com a oncologista Virgínia Altoé Sessa, o procedimento padrão consiste em raspar a área afetada e analisar. Caso o câncer seja inicial, na maioria das vezes a própria raspagem já resolve. “Em casos mais avançados, além de retirar a parte afetada, é preciso entrar com quimioterapia”, pontuou.
Caso seja descoberto na fase inicial, como foi o caso de Portiolli e Justus, a chance de cura é alta. Segundo o oncologista Vinícius Lucas Campos, a probabilidade do paciente ser totalmente curado chega a 96%. “Caso haja sangramento na urina, o paciente precisa procurar um médico”, explicou.
Saiba mais
Cigarro é um dos maiores vilões
Quem mais desenvolve?
Homens têm mais probabilidade. É o 7º tipo de câncer que mais atinge o público masculino. Geralmente está ligado ao hábito de fumar.
Mulheres também podem desenvolver. No Brasil, 3 mil mulheres descobrem a doença por ano.
exposição prolongada à indústria química também pode influenciar no desenvolvimento do câncer de bexiga.
São trabalhadores envolvidos com agricultura, tintas, equipamentos elétricos e química de cabelo, por exemplo. O motivo é que eles inalam ou ingerem componentes químicos e, como eles são eliminados do organismo pela urina, as pessoas desenvolvem o problema.
Fatores como obesidade e sedentarismo também influenciam no desenvolvimento do câncer.
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Principais sintomas
No geral esta é uma doença silenciosa. No entanto, as pessoas precisam ficar atentas ao sangramento no momento de urinar. Este é o sintoma mais comum.
Outros sintomas costumam aparecer quando a doença já está em um estado mais avançado. Podem ser registradas perda no apetite e dores na região lombar.
Diagnóstico e tratamento
Acontece por meio de ultrassom, tomografia e cistoscopia. Este último é um procedimento que envolve levar uma câmera até o interior da bexiga para que seja feita uma inspeção visual.
Após diagnosticado, será preciso entender se o câncer está na fase inicial ou se já está avançado. Por vezes, só a raspagem resolve o problema. Caso esteja avançado, é indicado que o paciente retire a lesão e realize sessões de quimioterapia.
Fonte: Especialistas consultados.
o que dizem os especialistas
“A maior causa do câncer de bexiga é o cigarro. Ainda existem as pessoas que inalam produtos químicos com frequência, como trabalhadores da indústria petroquímica”, afirma Fernando Zamprogno, oncologista.
“Quando diagnosticado de forma precoce, as chances de cura são altas e a pessoa continua a vida normalmente. O câncer pode ser descoberto por meio de ultrassom ou tomografia”, constata Virgínia Altoé Sessa, oncologista.
“Ao ser diagnosticado, é preciso que o médico faça uma raspagem na bexiga e retire a lesão. Na maioria dos casos, quando em estágio inicial, isso já resolve o problema”, comenta Vinícius Lucas Campos, oncologista.