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Dezoito idosos que são chamados de “embaixadores”, porque fizeram parte da construção do bairro Macrina, reduto afro em Alfredo Chaves, região serrana do Estado, são astros de um documentário patrocinado pelo Governo do Estado.
A produção foi gravada neste ano e o lançamento aconteceu no mesmo município na noite dessa terça-feira (15), em uma mostra gratuita.
Uma das personagens do filme é a aposentada Anna Lucas, de 84 anos. Segundo ela, ter sido filmada é motivo de alegria. “Todos que participaram mereceram essa oportunidade. Todos nós somos sinônimos de resistências”, disse.
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O casal Maria Palmerina Martins Miranda, de 55 anos, e Braúlio Miranda, 59, contou que a comunidade onde mora é recheada de histórias.
“O bairro Macrina é um reduto da cultura afro. Temos capoeira, jongo, bloco de afroreggae, pagode, as festas de São Benedito e de Nossa Senhora Aparecida, o Bloco carnavalesco Unidos da Macrina. Tudo merecia ser documentado”, revelou Maria Palmerina.
Idealizadora do projeto, a professora de história Joana Francisco da Penha, de 45 anos, enfatizou que o documentário leva o nome de “Contos e memórias do bairro macrina” e foi vencedor do edital 014/2020 da Secretaria de Cultura (Secult). Segundo ela, o prêmio foi de R$ 20 mil.
“Com esse dinheiro, compramos equipamentos para as filmagens, pagamos profissionais para edição de vídeo, designer e todos os gastos durante os meses de gravação”.
Ainda segundo Joana, esse documentário é a continuação de uma exposição fotográfica realizada em 2019 com personagens também do bairro Macrina.
“A exposição foi um sucesso. Muitas lembranças e comoções antes, durante e ainda continuam nos comentários de moradores sobre a exposição fotográfica e de objetos realizado de setembro a outubro de 2019. Os resultados da exposição Memórias do Bairro Macrina foram tão significativos que nos motivou a fomentar um registro audiovisual dos moradores relembrando os contos, estórias, causos do passado, as lembranças da festa do jongo e do Carnaval que sempre se fizeram presentes, as personalidades marcantes, as permanências e mudanças, registrar como era e as atividades contemporâneas existentes”.