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COOPERATIVISMO

Contadora que venceu o câncer afirma: “Marcas mostram que sou vitoriosa”

Contadora foi diagnosticada com câncer de mama. Ao finalizar o tratamento ela teve uma surpresa: ter uma gestação tranquila

Contadora que venceu o câncer afirma: “Marcas mostram que sou vitoriosa”
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Última atualização

Uma história de superação e fé. Assim pode ser encarada a luta da contadora Vanessa Barbosa Walker Matos, contra o câncer de mama. Aos 27 anos, ela recebeu o diagnóstico e descobriu que teria que batalhar contra a doença que foi responsável pela morte da mãe dela, aos 49 anos. 

Segundo a Secretaria da Saúde (Sesa), em todo o ano de 2021, foram 1.323 casos de Neoplasia Maligna de Mama diagnosticados no Espírito Santo. Entre janeiro e agosto deste ano, já haviam sido 716 novos diagnósticos. .A idade média de mulheres acometidas pelo câncer de mama, são de mulheres com idade entre 55 a 59 anos.

Em relação a mortes, em todo ano de 2021 foram registradas 329 mulheres mortas pelo câncer de mama no Espírito Santo. Até agosto deste ano, esse número era de 208.

Especialistas ressaltam que quanto mais cedo o câncer de mama for detectado, mais fácil será curá-lo. Se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de 1 centímetro (estágio inicial), as chances de cura chegam a 95%, o que torna também o tratamento menos invasivo.

 













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Assim foi o caso de Vanessa, que atualmente está com 32 anos, e quando foi diagnosticada com a doença já tinha no histórico familiar a morte da mãe por conta do câncer de mama.

 







““Dado esse histórico sempre fiz acompanhamento médico com exames anuais. Eu era atleta de kickboxing e em abril de 2018 participei de um campeonato. na época fique com o corpo bastante dolorido devido ao campeonato e observei um nódulo na mama, a princípio achei que poderia ser reflexo das pancadas que levei no campeonato, mas mesmo assim procurei uma médica ginecologista para avaliação””
Vanessa Barbosa Walker Matos






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Os médicos consultados pela Vanessa diziam que não era câncer de mama, por ela ser jovem. “Fiz os exames solicitados pela médica ginecologista e fui encaminhada para o especialista na área de mastologia. Na primeira consulta o médico me informou que não poderia ser câncer pela minha idade, que era somente fazer a cirurgia e uma biópsia posterior que resolveria meu problema”, afirmou.

Inconformada, Vanessa buscou ajuda com outro especialista. O  diagnóstico veio após várias consultas com especialistas. “Busquei uma segunda opinião médica, onde essa segunda especialista me pediu mais exames (mamografia e ressonância) e uma core biópsia, onde foi diagnosticado que realmente meu nódulo tratava-se de câncer de mama”, abordou. 

Quando o câncer é diagnosticado cedo, há chances de cura. “Após diagnóstico, iniciei o tratamento, que foi  cirurgia para retirada total da mama esquerda total (mastectomia) e 25 sessões de radioterapia. Como descobri o câncer em estágio bem inicial e a doença estava localizada somente na região da mama, não precisei realizar quimioterapia”, explicou. 

Vanessa encarou o câncer de mama com positividade. Ela buscou também ajuda com psicólogos para auxiliar no tratamento. “Por já ter vivido a experiência da doença na família com a minha mãe, já tinha uma ideia de como seria o tratamento, por mais difícil que seja encarar e aceitar uma doença tão precocemente, busquei sempre encarar esse momento com positividade”, salientou. 

Ao passar pelo tratamento, Vanessa se ancorou à sua fé em Deus.

 







““Sempre tive muita fé e acreditei que viver essa experiência me mostraria uma nova perspectiva da vida. Hoje sou muito grata por tudo que vivi, me sinto muito forte para enfrentar qualquer desafio que possa acontecer na minha vida e tenho certeza que as marcas do meu corpo mostram o quanto sou vitoriosa””
Vanessa Barbosa Walker Matos






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No final do tratamento, Vanessa teve uma surpresa: conseguiu engravidar e teve uma gestação tranquila.

“Resposta da minha fé foi que dois meses após final do meu tratamento eu engravidei e tive meu filho, com uma gestação totalmente saudável. Hoje estou no meu 4º ano após o fim do tratamento, continuo fazendo acompanhamento trimestral , sem nenhum indício de recidiva da doença”, ressalta.

Vanessa aconselha as mulheres a fazer o autoexame, pois foi através disso que ela descobriu cedo o câncer de mama.   “O auto exame salvou a minha vida, a detecção precoce garantiu um bom resultado no meu tratamento, por isso é muito importante essa conscientização voltada para o câncer de mama. Hoje me sinto vitoriosa, abençoada e curada”, finaliza. 

A oncologista  Juliana Rocha, da Unimed Vitória, explica sobre as formas de prevenção e a importância do tratamento precoce. 

Não existe uma causa única para o câncer de mama. Além da genética, fatores hormonais, comportamentais e ambientais também aumentam o risco de desenvolvimento da neoplasia que mais causa a morte de mulheres no mundo. Por isso, existem medidas que podem ser tomadas por todas as mulheres com o objetivo de prevenir o câncer de mama.

De acordo com ela entre as principais ações estão: manter uma alimentação adequada; evitar o consumo de bebidas alcoólicas e também o tabagismo.

“Manter um peso corporal adequado também é uma forma de prevenção, pois o excesso pode provocar quadros inflamatórios e também alterações hormonais que aumentam os riscos do câncer de mama”, frisou.

Amamentação 

A oncologista afirma que amamentar não só é essencial para os bebês, como também pode ser uma forma de prevenção de câncer para as mães. “Estudos apontam que a cada 12 meses de aleitamento, reduz-se as chances de câncer de mama porque, durante a amamentação, a mulher tem uma nova exposição. 

Além da proteção do bebê, a mãe também se beneficia, pois amamentar diminui o risco dela ter câncer de mama. Durante o período de aleitamento, as taxas de determinados hormônios que favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer caem na mulher.

Por meio da alimentação, nutrição, atividade física e gordura corporal adequados é possível reduzir o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. Como medidas que podem contribuir para a prevenção primária da doença, estimula-se, portanto, praticar atividade física, manter o peso corporal adequado, adotar uma alimentação mais saudável e evitar ou reduzir o consumo de bebidas alcoólicas. Amamentar é também um fator protetor.

Entenda no infográfico sobre os benefícios da amamentação para auxiliar a prevenir o câncer de mama. 

 













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Ouça no podcast “Tribuna
Cast
” as dicas da
ginecologista da Unimed Vitória, Fatima
Maria de Souza, sobre a prevenção e tratamento do câncer de mama.

Alguns tipos de câncer, entre eles o de mama, apresentam sinais e
sintomas em suas fases iniciais. Detectá-los precocemente traz
melhores resultados no tratamento e ajuda a reduzir a mortalidade. O
autoexame, em que a mulher palpa suas próprias mamas, é fundamental
nesse processo. “Conhecer a mama facilita que as mulheres
percebam qualquer pequena alteração e busquem um especialista para
avaliar o mais rápido possível”, diz Juliana.

 







O autoexame não exclui a necessidade da mamografia, radiografia das mamas capaz de identificar o câncer antes de que surjam os sintomas da doença. As mulheres devem consultar os médicos, ginecologistas e mastologistas, para saber quando realizar o exame.






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Prevenção

A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco conhecidos e à promoção de práticas e comportamentos considerados protetores. Os fatores hereditários e os associados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em sua maioria, modificáveis; porém fatores como excesso de peso corporal, inatividade física, consumo de álcool e terapia de reposição hormonal, são, em princípio, passíveis de mudança, por isso a importância de conscientizarmos sobre a prevenção do câncer de mama nas mulheres.

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