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FIQUE DE OLHO

Dez hábitos de motoristas que fazem o carro valer menos

Esquecer de calibrar os pneus, trocar a marcha na hora errada e frear bruscamente estão entre eles, afirmam especialistas

Dono de oficina mecânica, Jean Pierre dos Santos diz que o veículo deve estar sempre com as revisões em dia

Última atualização

Que atire a primeira pedra quem nunca deixou de conferir a calibragem do pneu ou de verificar o alinhamento e o balanceamento do carro. Pois saiba que, mesmo motoristas mais experientes, cometem vacilos no dia a dia que  podem não só prejudicar o veículo, mas também desvalorizá-lo   na hora da  revenda.

Pensando nisso,  A Tribuna ouviu especialistas que apontaram os 10 hábitos de motoristas que fazem o carro valer menos. Segundo eles, quanto mais novo e conservado, mais alto é o valor do veículo.   

 













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Jean Pierre Silva dos Santos, proprietário da oficina AlinhaCar, diz que o importante é que o veículo esteja sempre em boas condições e que todas as revisões estejam em dia, conforme recomenda  o manual do fabricante. 

“O manual precisa estar carimbado pela concessionária ou oficina de referência. Caso não esteja, o automóvel perde valor”, pontuou.

O profissional afirma que muitos motoristas cometem erros no dia a dia que acabam prejudicando o funcionamento do carro e, por isso, o valor na hora de repassar o veículo acaba sendo reduzido. 

“Às vezes os motoristas cometem alguns erros e não percebem, já que isso acaba virando hábito. Por exemplo, não é recomendado que o condutor fique com o pé sobre a embreagem, já que isso acaba desgastando o sistema. Outra dica é com relação ao líquido do radiador, que precisa ser completado sempre com o aditivo correto, nunca com água”, afirmou.

Outro hábito comum entre motoristas é em relação ao sistema de freios do veículo. 

“É preciso utilizar de forma correta. Tem muita gente que deixa para frear muito perto do semáforo. O ideal é frear aos poucos para que não haja desgaste nas pastilhas de freio”, comentou.

Já o supervisor de vendas de veículos seminovos do grupo Prime Hyundai, Luciano Henrique Cardoso, acredita que a estrutura do carro é o primeiro fator a ser avaliado para definir o preço de um veículo.

Caso o automóvel tenha sofrido alguma colisão e o cliente não tenha feito o reparo  com peças originais, o preço desvaloriza. 

É preciso estar atento também  ao período de garantia do automóvel. “Geralmente são três anos de garantia. É preciso que o motorista use esse período para manter o carro o mais original possível”, comentou.

DETALHES para ficar de olho

1) Calibragem do pneu

Caso o motorista dirija com o pneu descalibrado, há chances de aumentar o consumo de combustível do automóvel. A calibragem equivocada dos pneus pode danificar até mesmo equipamentos da suspensão do veículo. O procedimento indicado para cada modelo está previsto no manual do fabricante e deve ser feito semanalmente ou no máximo a cada 15 dias. 

2) Sistema de freios

Frear o veículo aos poucos é o mais indicado, em vez de frear bruscamente. O uso incorreto dos freios pode gerar desgaste nas pastilhas. Além disso, não é recomendado usar o freio nas curvas e quando o carro estiver desligado.

3) Palheta do limpador de para-brisas

É preciso utilizar a palheta indicada para cada veículo. Geralmente essa informação está descrita no manual do fabricante. Caso uma palheta não indicada seja escolhida para o veículo, o para-brisa  pode ser arranhado durante o uso da ferramenta.

4) Alinhamento e balanceamento

Esses procedimentos devem ser feitos a cada 10 mil quilômetros rodados. São itens importantes para a segurança da viagem, já que servem para estabilizar o automóvel. Sem essa revisão, o veículo pode ficar descontrolado e começar a virar sozinho para um dos lados, aumentando a chance de acidentes.

5) Pneus

Quando trocados, é indicado que sejam os quatro juntos. Caso não seja possível e o motorista troque dois, é preciso que os novos fiquem na parte de trás do carro, para que haja mais segurança na hora de realizar curvas.

6) Limpeza do motor

O motorista não deve jogar água dentro do motor de qualquer forma. É indicado que o procedimento seja feito com cuidado, já que a  parte elétrica precisa estar protegida por algum material impermeável. No local, existem peças como alternador, caixa de fusíveis, módulo de freios, velas e os próprios terminais de bateria e bobinas, que podem ser facilmente danificados caso a limpeza do motor seja feita de qualquer forma. A indicação das fabricantes é que o proprietário do veículo procure uma oficina especializada na execução do serviço. 

7) Câmbio

Trocar a marcha no momento errado acaba desgastando o câmbio do automóvel. É preciso estar atento ao momento certo, que depende de cada veículo. A cada 80 mil quilômetros rodados, a  recomendação das fabricantes é substituir o fluido da ferramenta. Outra dica é ficar atento à presença de cheiro de óleo queimado, pois caso o fluido da caixa de marchas esteja baixo ou sem viscosidade pode fazer com que a peça quebre.

8) Carro parado

Deixar o carro muito tempo parado pode deixá-lo sem bateria. Somado a isso, o óleo acaba ficando muito tempo no fundo do motor. O ideal é ligar o automóvel ao menos uma vez por semana e dar uma volta por cerca de 15 minutos, no mínimo.

9) Manutenção

Veículos que não possuem manutenção geralmente sofrem desvalorização no valor de mercado  em caso de revenda.

10) Pintura

Diferenças na tonalidade da pintura do carro são notadas  quando, geralmente, após algum arranhão, o proprietário decide repintar e opta por uma tinta inadequada para seu veículo. Quando isso acontece, o automóvel acaba perdendo valor.

Fonte: Especialistas consultados.

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